Celebração decorre este domingo, às 16h00, na Catedral

Foto Diário de Notícias/Madeira, D. Nuno Brás a beijar o chão à chegada ao Aeroporto Cristiano Ronaldo

Funchal, 17 fev 2019 (Ecclesia) – D. Nuno Brás toma hoje posse como 33º bispo da Diocese do Funchal, numa celebração que vai decorrer na Catedral e inicia com um cortejo pelas ruas da cidade, desde a igreja do Carmo.

De acordo com a informação publicada na página da internet da Diocese do Funchal, D. Nuno Brás é recebido pelo Cabido da Sé às 15h15, na Catedral, e, após o presidente do Cabido apresentar a Cruz ao novo bispo e uma oração na Capela do Santíssimo, vai para a igreja do Carmo, de onde sai o “cortejo litúrgico”, às 15h45.

A Diocese do Funchal informa também que vão estar presentes na Missa de entrada solene de D. Nun Brás 20 bispos, a maioria da Conferência Episcopal Portuguesa, exceto D. Alfredo Caires, natural da Madeira e bispo em Mananjary, Madagáscar, e D. Ildo Fortes, bispo do Mindelo, Cabo Verde.

A cruz processional oferecida por D. Manuel I à Sé do Funchal vai estar sobre o altar durante a celebração, que vai ser transmitida em direto pela RTP Madeira e no rede social YouTube, no canal da Diocese do Funchal.

D. Nuno Brás nasceu no dia 12 de maio de 1963, é natural do Vimeiro, do Concelho da Lourinhã, e frequentou os Seminários Maiores do Patriarcado de Lisboa (Almada e Olivais), entre os anos 1980 e 1987, tendo sido ordenado sacerdote, pelo Cardeal-Patriarca D. António Ribeiro, a 4 de julho de 1987.

No seu percurso pastoral, o até agora bispo auxiliar de Lisboa, também diplomado em Comunicação Social, foi vigário na Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos, em Lisboa; trabalhou como redator, editor e diretor do Jornal Voz da Verdade, do Patriarcado de Lisboa; e assumiu o cargo de reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma.

Ao longo das últimas décadas, D. Nuno Brás destacou-se também enquanto formador e depois reitor no Seminário dos Olivais; como membro da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais e da Comissão Episcopal Educação Cristã e Doutrina da Fé, da Igreja Católica em Portugal, e como membro da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé.

Desde março de 2018 é também coordenador da secção das Comunicações Sociais da Comissão para Evangelização e Cultura, um organismo integrado no Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).

À chegada ao Arquipélago da Madeira, no Aeroporto Cristiano Ronaldo, D. Nuno Brás  beijou o chão à saída do avião e disse que a sua prioridade é “conhecer” a região e “estar a tempo inteiro para o serviço”.

“Não sou político, nem gestor. Sou bispo. Tenho por missão evangelizar, celebrar sacramentos, conduzir o podo de Deus como Bom Pastor”, afirmou à comunicação social, minutos após o avião que o transportou desde Lisboa ter aterrado em Santa Cruz.

O prelado saudou os madeirenses e porto-santenses e afirmou que “chega para servir” e para “estar sempre disponível para escutar e agir para o bem de todos”, “não como estrangeiro mas como madeirense”.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o 33º bispo da Diocese do Funchal disse que não chega à Madeira com agenda “feita à secretária”, considera a evangelização “o programa da Igreja no século XXI” e referiu que não vai “ficar fechado na Casa Episcopal.

“Não tenho intenções de ficar fechado na Casa Episcopal à espera que as pessoas venham ter comigo”, afirmou D. Nuno Brás na entrevista emitida hoje no programa Ecclesia, na Antena 1, e no programa 70×7, na RTP2.

PR

“Não vale a pena estarmos a fazer programas atrás da secretária” – D. Nuno Brás (c/vídeo)

Partilhar:
Share