Na diocese do Funchal as Igrejas abriram desde o dia 09 de maio e o diretor do Gabinete de Informação sente-se «impressionado« com a serenidade das pessoas

Funchal, 30 mai 2020 (Ecclesia) – O cónego Marcos Gonçalves, diretor do Gabinete de Informação da diocese do Funchal, disse à Agência ECCLESIA estar “impressionado”com a serenidade com que estas três semanas de celebrações comunitárias têm decorrido, “sem medos nem dramatismo”. 

“Estou impressionado e, digo a brincar, que parece que tivemos a treinar a semana toda para entrar com calma e serenidade nas Igrejas. As pessoas têm participado sem medo nem dramatismo, com todos os cuidados, o que era impossível sem os voluntários”, disse o sacerdote. 

As celebrações comunitárias acontecem na diocese do Funchal desde o dia 09 de maio, numa “grande vontade de reabrir” as igrejas, numa “nova normalidade” e “nova vida para as paróquias”.

O casos de Covid-19 nas ilhas da Madeira e Porto Santo estão “controlados, há mais de 20 dias sem casos”, a mensagem é de “esperança e ânimo”, mas sem “relaxar”, defende o diretor do Gabinete de Informação.

“Alargámos o horário das celebrações, porque temos de ter um terço de capacidade, menos gente e, no meu caso, na minha paróquia de São Martinho, temos 100 lugares”, afirma, acrescentando que nos dias de semana há “mais gente que o normal, muitos idosos que evitam o fim de semana” a participar na Eucaristia. 

O cónego Marcos Gonçalves contou ainda que no início havia “o medo de deixar alguém na rua”, mas as pessoas têm tido “muita cautela e não vão em massa” às celebrações e defende a continuidade das transmissões online. 

“Continuamos a transmitir através das redes sociais, porque aprendemos algumas coisas e é bom elevar a qualidade da transmissão, é possível ir mais além na qualidade e no som, e temos reações, principalmente dos emigrantes, que estão preocupados que deixemos de transmitir”, assume.

O sacerdote referiu que em muitos países de emigração, onde se encontram madeirenses, “não há padres a celebrar em português” ou as situações não estão tão controladas como em Portugal e há “vontade de voltar a ver as igrejas paroquiais e celebrar com a comunidade paroquial”. 

“Pelos menos uma missa dominical continua sempre a ser transmitida”, promete.

Quanto às festas, que um pouco por toda a ilha aconteciam ao longo destes meses, o cónego Marcos Gonçalves reforça que foram “canceladas ao nível de arraiais, barracas e luzes” e que, pelo menos até setembro, assim continuará.

Ao nível económico e social o sacerdote aponta “muitas empresas a fechar” e apesar da aberturas dos centros comerciais “não há movimento, ninguém entra nem compra”.

“Os hotéis estão fechados e ouço que há um grande medo que abrindo o aeroporto as coisas possam regridir. Há sempre um receio, mas é uma necessidade que tudo volte à normalidade e que o turismo volte a chegar à Madeira”, afirmou.

PR/SN

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