D. Nuno Brás passou manhã de Quarta-feira de Cinzas na prisão do Funchal

Foto: Jornal da Madeira

Funchal, 07 mar 2019 (Ecclesia) – O bispo do Funchal visitou o Estabelecimento Prisional da Madeira, na manhã da Quarta-feira de Cinzas, e considerou “importante dar este sinal de proximidade” a uma comunidade de 220 pessoas.

“(Pessoas) que fizeram sofrer mas que também estão a sofrer neste momento porque será muito duro, imagino eu, para além estar preso, e não quero também deixar de estar próximo deles”, disse D. Nuno Brás.

O ‘Jornal da Madeira’, da diocese insular, divulga que o diretor do Estabelecimento Prisional do Funchal falou sobre uma instituição que “faz parte da realidade” da ilha, durante “uma visita exaustiva”, de cerca de duas horas.

D. Nuno Brás destacou “o empenho” da direção em proporcionar aos detidos “um momento em que possam refletir” sobre o que fizeram, “em que possam adquirir uma vida nova e ser reintegrados plenamente na sociedade”.

O bispo do Funchal elogiou o empenho da direção da prisão em “garantir aquele mínimo, e até mais do que o mínimo”, de condições para que as pessoas sejam tratadas com “a sua dignidade, porque não se perdeu, apesar de estarem privados da liberdade”.

A visita também foi acompanhada pelo padre Tony Sousa, que há 16 anos é capelão do Estabelecimento Prisional do Funchal, com a missão essencial de “dialogar”.

O sacerdote contou que há também quem o procure para a Eucaristia e para “os ajudar a nível espiritual”, existindo quem se confesse e mostre arrependimento.

Foto: Jornal da Madeira

O diretor do Estabelecimento Prisional do Funchal destaca que a ação da Igreja é “extremamente importante”, como “tudo que possa enriquecer em termos de diversidade de atividades e de visões diferentes” da realidade prisional.

“A sociedade, com a informação que obtém através destas visitas vê-nos de forma diferente”, observou.

Fernando Santos assinala que a colaboração com a Igreja Católica, como com outras religiões e credos, acontece para que exista “uma diversidade de opiniões e de visão do problema” porque é na diversidade que, “se calhar, estará a unidade de um projeto em termos de reintegração social destas pessoas”.

Atualmente, contabiliza o jornal online diocesano, a população prisional é de 220 pessoas num estabelecimento com capacidade máxima para 300 reclusos que, segundo o diretor, desde a sua abertura, em 1994, tem como “um dos princípios não querer fazer um gueto”.

CB/OC

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