«Um dom que o Espírito Santo faz à Igreja e ao mundo» – D. Nuno Brás

Funchal, Madeira, 03 fev 2020 (Ecclesia) – O bispo do Funchal convidou a diocese a agradecer pela presença dos consagrados e pelo que, há 600 anos, “têm significado” para as Ilhas da Madeira e Porto Santo.

“Ainda hoje a presença de tantos consagrados marca, de modo indelével, a nossa vida de madeirenses e portosantenses. Temos de dar graças a Deus pela vida consagrada em geral e por aquilo que os consagrados, nas suas várias famílias religiosas — da vida monástica às congregações religiosas, dos Institutos seculares às novas formas de vida consagrada —, significam para o presente da nossa Igreja diocesana”, disse D. Nuno Brás, na Sé diocesana.

Na Missa em que assinalou o Dia do Consagrado, o bispo do Funchal lembrou que quando o poder central “quase ignorava” as pessoas os religiosos “minoraram as dificuldades nos domínios da saúde e da educação”.

“A nossa diocese teria um rosto absolutamente diferente, não fora a presença, desde o início do seu povoamento, de tantos consagrados que acompanharam as primeiras populações de colonos, que partilharam de perto a sua vida (as suas dificuldades, sofrimentos e alegrias), que lhes prestaram assistência espiritual, que lhes marcaram a alma e a vida, e que se deixaram também marcar pelos ritmos da vida de todo o nosso povo”, desenvolveu, numa intervenção divulgada pelo ‘Jornal da Madeira’.

D. Nuno Brás incentivou os consagrados na Diocese do Funchal a serem “sentinelas de um mundo novo que é o Reino dos Céus” e assinalou que “um consagrado marca por aquilo que é” mais que pelo fazer, “pela sua vida totalmente entregue, consagrada”.

O bispo do Funchal assinalou que um consagrado é “uma memória viva do modo de viver de Jesus”, o batismo “levado à sua radicalidade”.

“São sentinelas de um mundo novo e definitivo — aquele em que Deus e o homem se encontram, e em que o ser humano encontra a vida plena, feliz e perfeita: isto vos pedimos a cada um de vós; isto esperamos de cada consagrado, de cada instituto e de cada congregação que vive, louva e serve a Deus nesta nossa Ilha”, referiu.

A Eucaristia, concelebrada pelos bispos D. António Carrilho (emérito do Funchal) e D. António Montes (emérito de Bragança-Miranda), começou no exterior da Catedral do Funchal, com a bênção das velas/candeias.

CB/OC

Partilhar:
Share