Porta-voz afasta cenário de «alerta», após confirmação de casos na Itália

Foto: Vatican News

Cidade do Vaticano, 03 fev 2020 (Ecclesia) – O Vaticano ofereceu cerca de 700 mil máscaras à China, como gesto de solidariedade face à crise provocada pelo novo coronavírus, informou hoje a sala de imprensa da Santa Sé.

“Centenas de milhares de máscaras foram enviadas para a China, desde o Vaticano, para ajudar a limitar a propagação da infecção por coronavírus”, refere o comunicado sobre a iniciativa conjunta da Esmolaria Apostólica e do Centro Missionário da Igreja Chinesa na Itália, com a colaboração da Farmácia do Vaticano.

As máscaras foram recolhidas pela Farmácia do Vaticano em várias localidades italianas, para agilizar o processo, e enviadas por avião para a província de Hubei, epicentro da epidemia, e bem como para as províncias de Zhejiang e Fujian, no leste da China.

“Espero que cheguem onde são necessárias o mais rapidamente possível, para que as pessoas que sofrem da doença possam sentir a preocupação da Santa Sé. O mundo inteiro está unido para combater o vírus”, disse monsenhor Vincenzo Han Duo, vice-reitor do Pontifício Colégio Urbaniano, em declarações ao jornal chinês ‘Global Times’.

Após a confirmação de casos de coronavírus na Itália, o porta-voz do Vaticano disse que “não há alerta”, sublinhando que “apenas uma nota informativa sobre o coronavírus (2019-nCoV) foi emitida pelo Departamento de Saúde e Higiene”, dirigida às autoridades responsáveis pela regulamentação do acesso ao Estado.

“Nenhuma medida restritiva foi introduzida”, adiantou Matteo Bruni.

A 26 de janeiro, o Papa Francisco recordou no Vaticano as vítimas do novo coronavírus, detetado na China, que se espalhou por vários países.

“Desejo rezar pelas pessoas doentes por causa do vírus que se espalhou na China. Que o Senhor acolha os defuntos na sua paz, conforte as famílias e apoie o grande empenho que já foi colocado no combate à epidemia”, disse.

Foto: Lusa/EPA

O número de mortes provocadas pelo novo coronavírus subiu para 362, depois de 56 pessoas terem morrido na China e uma nas Filipinas, anunciaram hoje as autoridades da província de Hubei.

A doença levou a Organização Mundial de Saúde a declarar uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional.

Vários peregrinos e visitantes usaram máscaras protetoras, este domingo, durante a recitação do ângelus na Praça de São Pedro.

OC

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