«A universidade católica tem como missão formar consciências», frisou D. Luis Antonio Tagle

Lisboa, 10 mai 2019 (Ecclesia) – O presidente da Cáritas Internacional deu hoje uma conferência junto do Conselho Académico da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, onde destacou a responsabilidade social que cabe a esta instituição.

“A Universidade Católica tem como missão formar as consciências, formar as consciências dos seus alunos, de modo a que estes tenham a capacidade de participar na transformação da sociedade”, frisou D. Luis Antonio Tagle.

Presente em Portugal desde quinta-feira, para presidir às celebrações da peregrinação internacional dos dias 12 e 13 de maio, em Fátima, o cardeal filipino inclui no seu programa várias outras iniciativas, entre as quais uma visita à UCP.

Na sua mensagem aos membros do Conselho Académico daquela instituição, o também arcebispo de Manila, que tirou a licenciatura e o doutoramento em Teologia na Universidade Católica da América, em Washington, frisou a necessidade de um ensino católico que seja capaz de “colocar Jesus em diálogo com o mundo secular”, nas suas diversas formas.

“Culturas, sociedades, políticas, economias, mas isto requer por parte das universidades uma aposta em abordagens mais interdisciplinares. Por isso, também dentro de cada universidade deve existir esta capacidade de dialogar com o outro, entre departamentos, entre escolas, para que como um só corpo possamos contribuir para o bem-comum”, apontou D. Luis Antonio Tagle.

Presente no encontro estiveram, entre outros membros do Conselho Académico da UCP, o padre José Manuel Pereira de Almeida, um dos vice-reitores da Católica, e a diretora da Faculdade de Teologia, Ana Jorge.

O presidente da Cáritas Internacional considerou ainda fundamental a intervenção das universidades católicas para mudar uma cultura atual marcada pela cisão e pelas ruturas sociais, tendo como um dos exemplos mais mediáticos o caso do ‘brexit’, onde está em causa a continuidade do Reino Unido dentro da União Europeia.

Ou, como exemplificou o cardeal filipino, os casos dos países onde a crise de refugiados tem motivado o levantamento de “muros e mais muros”.

“Se na universidade existe de facto um empenho sério na formação de comunidades baseadas em causas comuns, em objetivos comuns, está aqui também uma das nossas contribuições”, sustentou D. Luis Antonio Tagle.

JCP

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