Carlos Moedas disse que vai acolher cinco jovens franceses durante a Jornada Mundial da Juventude, um dos pontos «mais importantes» do atual mandato da autarquia

Foto: Agência ECCLESIA/HM

Lisboa, 10 out 2022 (Ecclesia) – O presidente da Câmara Municipal de Lisboa visitou hoje a sede do Comité Organizador Local (COL) da próxima Jornada Mundial da Juventude e disse que vai acolher cinco jovens durante um evento que é dos pontos “mais importantes deste mandato”.

“Esta Jornada Mundial da Juventude é dos pontos mais importantes deste mandato da Câmara Municipal de Lisboa”, afirmou Carlos Moedas dirigindo-se aos voluntários que preparam a JMJ Lisboa 2023.

Foto: Agência ECCLESIA/HM

O presidente da Câmara Municipal da Lisboa (CML) referiu que estão vários projetos em curso na cidade, mas “não há nenhum” que toque tanto a vida das pessoas como a JMJ, por contribuir para transformar a cidade numa “cidade aberta a todos, a outras culturas, a outras religiões”.

“Que cada pessoa que vem para Lisboa seja colhida por outra pessoa e essa pessoa lhe dê tudo, para que saia daqui com uma imagem fantástica de Lisboa”, afirmou, acrescentando que vai acolher cinco jovens franceses, durante a JMJ Lisboa 2023.

Carlos Moedas disse que participou na Jornada Mundial da Juventude em Paris, em 1997, e foi acolhido por um casal que lhe telefonou para acolher agora os cinco seus filhos durante a jornada que vai decorrer em Portugal, entre os dias 1 e 6 de agosto.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da CML disse que o investimento na JMJ, “com retorno extraordinário para a cidade”, pode ir” até aos 35 milhões de Euros.

Nós vamos ter um momento de transformação nas nossas vidas, de transformação para a cidade, pelo acolhimento de tantas pessoas de tantas culturas na nossa cidade e vai deixar marcas positivas. E queremos que esse investimento seja um investimento para o futuro”.

Carlos Moedas disse era importante estar escrito “quem faz o quê”, num evento que tem responsabilidades repartidas entre o COL, a autarquia de Lisboa, a de Loures e o Governo, acrescentando que a “estará disponível” para acolher as decisões sobre a JMJ que forem tomadas pela organização, assumindo a logística dos eventos que decorrerem na cidade.

“A CML tem responsabilidade logísticas em tudo o que é a cidade”, afirmou.

O presidente da CML disse que há locais em que já estão a “trabalhar dia a dia”, nomeadamente o Parque Tejo, o Parque Eduardo VII, a Praça do Comércio e a zona de Belém, acrescentando que a autarquia está aberta “a outros eventos que seja necessário fazer na cidade”, sublinhando que está “comprometida a 300%” com a realização da JMJ Lisboa 2023.

Referindo-se à escolha dos vários locais para a realização dos eventos da jornada, D. Américo Aguiar disse que “único local que está assumido” é o Parque Tejo/Trancão e os restantes dependem do “estudo de mobilidade” que “está a decorrer”.

“Cada lugar será anunciado ou confirmado quando todas as áreas de responsabilidade nos derem os ‘oks’ finais”, afirmou o presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023.

O bispo auxiliar de Lisboa disse aos jornalistas que não tem encontrado “desinteresse, falta de empenho ou falta de adesão ao projeto” da JMJ por parte dos vários interlocutores, nomeadamente o Governo, as autarquias de Lisboa e Loures e as direções gerais, reafirmou que as inscrições vão iniciar até ao fim de outubro e disse que o custo de cada inscrição será próximo do praticado na JMJ Panamá 2019.

“Queremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para seja o menos possível e não seja obstáculo à participação dos jovens”, afirmou o presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, indicando que o montante se deve fixar nos “200 e poucos Euros”, a definir com o organismo do Vaticano que coordena a realização da JMJ em cada país e que vai ficar “fechado” durante o encontro de representantes da Pastoral Juvenil de todo o mundo que se vão encontrar em Portugal, entre os dais 17 e 19 de outubro.

HM/PR

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