Cardeal-patriarca destacou Paixão de Cristo que dá sentido à missão católica no mundo 

Foto: Arlindo Homem / Patriarcado de Lisboa

Lisboa, 19 abr 2019 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa celebrou hoje a Paixão e Morte do Senhor, na Sé local, e exortou todas as comunidades católicas a terem sempre bem presente o significado da cruz para a religião que professam.

Na sua homilia, enviada à Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente exortou a que “não se reduza a cruz a um ornamento ou símbolo religioso entre os demais”.

“É o nosso sinal de cristãos, como o recebemos no batismo, para que toda a vida ganhe também a sua forma: continuamente para o alto e para o Pai e igualmente para todo o lado em que os outros nos esperam”, disse o responsável católico, que depois incentivou as pessoas a verem na entrega de Cristo um repto à missão junto de quem mais precisa.

“Que a Cruz nos faça partilhar o pão com quem tem fome e a atenção com todos os comensais de hoje e amanhã, na mesa larga da caridade de Cristo, como se lhe alargam os braços da Cruz”, disse D. Manuel Clemente.

“Usamos uma Cruz no fio que trazemos ao peito. Pois que ela nos toque profundamente o coração, fazendo-nos ouvir o brado que Cristo lança no Calvário do mundo”, acrescentou o cardeal-patriarca de Lisboa, que recordou ainda todas as vítimas “de privações e violências”, de “solidões e esquecimentos”, de todos quantos estão à beira de desistir, novos ou mais idosos.

“Na coincidência profunda da nossa vida com a Cruz de Cristo está a verdade que nos salva e a atração que nos chama. Essas mesmas que marcarão de novo a Páscoa de agora. Assim a desejemos convictos, assim a recebamos deveras”, exortou D. Manuel Clemente.

O cardeal-patriarca pediu a todos os católicos que se deixem sempre “surpreender” pela Paixão de Cristo, e “vejam nela toda a paixão da humanidade” e o horizonte da “ressurreição”.

“Mas tudo isto acontecerá apenas se for a vida de Cristo em nós, como o seu Espírito permite acontecer. E não em abstrato, mas no mais concreto dos sentimentos compartilhados”, completou.

JCP

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