Líderes religiosos apresentam preocupações da região

Foto: Lusa/EPA

Lisboa, 27 jun 2022 (Ecclesia) – Uma delegação de grupos católicos da Oceânia vai participar pela primeira vez na Conferência dos Oceanos da ONU, que Lisboa acolhe entre hoje e 1 de julho.

D. Peter Chong, arcebispo de Suva, Fiji, e presidente da Federação das Conferências Episcopais Católicas da Oceânia (FCBCO), destaca em comunicado enviado à Agência ECCLESIA que “cuidar do meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas devem andar juntos”.

“O nosso Santo Padre exorta os líderes políticos e empresariais a parar de pensar em ganhos de curto prazo e a trabalhar pelo bem comum. Além disso, a Doutrina Social da Igreja instrui que os seres humanos e o cuidado com a criação de Deus devem estar no centro do desenvolvimento económico”, indica o responsável, numa nota do movimento católico global pelo clima ‘Laudato Si’.

O Colégio Pedro Arrupe, em Lisboa, acolhe esta terça-feira, das 18h30 às 20h30, o evento “Oceânia Talanoa”.

Talanoa é um termo local das Ilhas Fiji que descreve um diálogo participativo e através deste processo, os participantes vão “escutar histórias e preocupações da biorregião única que é a Oceânia, amplificando as vozes dos mais vulneráveis e partilhando ideais para a ação”, indicam os organizadores do evento.

Nesta iniciativa vai participar uma “delegação de líderes das nações indígenas, jovens, líderes episcopais e missionários da Oceânia, Ásia, América do Norte, África e Europa, esperando contribuir para o diálogo a partir da perspetiva da fé”.

Esta é uma parceria entre o presidente da Federação das Conferências de Bispos Católicos da Oceânia, a ‘Task Force’ de Ecologia da Comissão Covid-19 do Vaticano, o ‘Institute of Environmental Science for Social Change’ (ESSC), a Sociedade Missionária de São Columbano, a Sociedade dos Missionários do Verbo Divino, a ‘Gweagal Cultural Connections’, a Cáritas Internacional, a Cáritas Oceânia, a Cáritas Portugal, a Congregação das Irmãs de São José da Paz, a Congregação das Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração, a Conferência Jesuíta do Sul da Ásia, o Movimento ‘Laudato Si’ e a Universidade Católica da Austrália.

O cardeal Sir John Ribat (arquidiocese de Port Moresby, Papua Nova Guiné) e o arcebispo Peter L. Chong (Presidente da FCBCO e Arcebispo de Suva, Fiji) estão entre os oradores.

A conferência é um apelo à ação pelos oceanos, exortando os líderes mundiais e todos os decisores “a aumentar a ambição, a mobilizar parcerias e aumentar o investimento em abordagens científicas e inovadoras, bem como a empregar soluções baseadas na natureza para reverter o declínio na saúde dos oceanos”.

Portugal, em conjunto com o Quénia, organiza a segunda Conferência dos Oceanos, sob o lema “Salvar os Oceanos, Proteger o Futuro”.

O Governo português espera ver aprovada uma ‘Declaração de Lisboa’, que ajude a concretizar o ODS 14, acelerando o combate à poluição e reforçando a preservação da biodiversidade e a sustentabilidade.

OC

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