Paróquia de Santo António do Estoril viveu dia de festa com as «duas Marias»

Lisboa, 03 dez 2020 (Ecclesia) – O pároco de Santo António do Estoril, no Patriarcado de Lisboa, disse à Agência ECCLESIA que a Confirmação das duas jovens com deficiência é “testemunho e exemplo” para toda a comunidade.

“Pelo testemunho que dão, pela seriedade com que estão, pelo esforço extra que fazem para estar nas preparações mas, acima de tudo, pelo rosto que se vê que é entrega ao Senhor e à comunidade, uma alegria contrastante no que se vê nos outros, verdadeiramente cristã, são um exemplo grande e muito, muito importante”, refere o padre Paulo Malícia. 

Maria Empis e Maria Cancela de Abreu fizeram a preparação para o Crisma, integradas num grupo de adultos, e a chegada do grande dia foi aumentando a ansiedade.

“Estava a ver se conseguia e finalmente aconteceu” confessa Maria Cancela de Abreu que está integrada na comunidade e participa no coro. 

Já Maria Empis sentia-se “muito feliz e contente” por ter recebido o crisma um acontecimento “adiado desde maio” devido à pandemia.

A catequista, Teresa Maltez, não esconde a emoção e alegria de acompanhar “cada grupo ao crisma” e ter “as duas Marias”, como designa, foi uma alegria.

“Muitos especiais, as duas Marias, acompanharam muito bem, quando tinham uma dúvida pediam para explicar melhor, foram muito bem acolhidas pelo grupo e não tive dificuldades em acompanhá-las”, contou.

O bispo auxiliar de Lisboa, D. Joaquim Mendes, que presidiu à celebração, confessou sentir-se “tocado” nestes momentos.

“É sinal que os deficientes também são capazes do amor de Deus e da relação com Deus, de fé e desejo de Deus, estes jovens até são possuidores de uma riqueza interior muito grande e isso enriquece a comunidade”, refere. 

A catequista contou ainda que “as duas Marias” cresceram em famílias cristãs, “com acompanhamento total, o que ajuda muito” nesta integração na comunidade e na sociedade.

O padre Paulo Malícia, pároco que foi acompanhando este percurso do grupo até ao crisma,  deixou ainda o apelo às famílias. 

“Às vezes a família, por ter alguém diferente não tem de o fechar, isto é para mostrar que uma criança com deficiência, seja qual for, é capaz de Deus, de fazer um percurso catequético e há caminho, vale a pena e a prova é esta, quanto mais não seja para fazer parte da comunidade, porque cada um faz parte como é e todos são importantes”, concluiu.

SN

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