D. Manuel Clemente presidiu à ordenação de dois diáconos permanentes, que desafiou a ser «obreiros constantes da verdadeira paz»

Foto: Arlindo Homem/Patriarcado de Lisboa

Lisboa, 13 set 2020 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa alertou hoje para a criação constante de conflitos, num mundo cada vez mais interligado, que “muito distraem e nada constroem”.

“Não raro atingem-se pontos fulcrais, atinentes à vida no seu arco completo, à educação e à cultura, à justa convergência família-escola ou à política nacional e internacional. Os debates fazem-se para ganhar uma parte e não para nos ganharmos todos, mais à frente”, disse D. Manuel Clemente, na Sé de Lisboa, durante a homilia da Missa a que presidiu esta tarde.

A celebração marcou a ordenação de dois diáconos permanentes da diocese, Carlos Marques e José Pedro Costa.

“Contamos convosco e com os vossos colegas diáconos para serdes, com a graça especial do sacramento recebido, obreiros constantes da verdadeira paz”, referiu D. Manuel Clemente aos novos diáconos.

O cardeal-patriarca sublinhou que os dois novos ministros foram ordenados para “a caridade, o serviço”, num novo ano pastoral dedicado particularmente à prática sociocaritativa.

“Quem se recorda do Deus de todos não fecha o coração a ninguém”, apontou.

Para D. Manuel Clemente, a Igreja vive os mesmos dos desafios da sociedade, nos seus vários recomeços, face à pandemia, dando como exemplo o “início da novo ano escolar, com as cautelas necessárias”.

“Em geral, e caso a caso, o desafio é grande”, exigindo “participação, criatividade e empenho”, assinalou.

O cardeal português deixou um elogio a todos os que têm trabalhado em favor de uma “sociedade verdadeiramente solidária”, considerando que a Igreja “presente em todas as frentes” deste esforço, porque os cristãos são “cidadãos entre cidadãos”.

A intervenção destacou ainda a importância de “perdoar” como Deus perdoa.

“A grande história mundial nunca resolveu um conflito com outro conflito”, advertiu.

Os dois leigos ordenados nesta celebração, transmitida online, são naturais da paróquia da Póvoa de Santa Iria (Carlos Marques) e da paróquia de Mafra (José Pedro Costa).

D. Manuel Clemente agradeceu às famílias e comunidades dos novos diáconos, bem como à equipa formadora do Patriarcado de Lisboa.

O Concílio Vaticano II (1962-1965) restaurou o diaconado permanente, a que podem aceder homens casados (depois de terem completado 35 anos de idade), o que não acontece com o sacerdócio.

O diaconado – primeiro grau do sacramento da Ordem (diáconos, presbíteros e bispos) – exercido por candidatos ao sacerdócio só é concedido a homens solteiros.

OC

Ordenações de Diáconos Permanentes - Lisboa

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