«Amigos Improváveis» procura responder a «sede de partilha» dos mais velhos

Foto: RR/Ricardo Fortunato

Lisboa, 25 jul 2021 (Ecclesia) – A Associação ‘Amigos Improváveis’ promove há sete anos o encontro entre jovens voluntários e idosos isolados em Lisboa, para “conversar” e “fazer companhia”.

Marta Antunes, da Direção deste organismo, refere à Ecclesia e Renascença que a grande motivação é “chegar onde mais ninguém chega”.

“Às vezes a solidão está tão perto de nós. Às vezes, há um vizinho no prédio ao lado do nosso que se calhar está a passar por esta situação”, assinala a convidada da entrevista semanal conjunta que é publicada e emitida ao domingo.

Em setembro reabrem as inscrições para o projeto, que antes da pandemia contava com 149 voluntários, que apoiavam 56 idosos em 11 bairros de Lisboa e Oeiras.

“É importante que os idosos sintam que podem confiar naquelas pessoas, que podem abrir a porta de casa e alimentar uma relação, que depois vai ter continuidade”, aponta Marta Antunes.

No I Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, instituído pelo Papa Francisco, a responsável assume que os voluntários querem “mudar o paradigma do envelhecimento”.

Para os ‘Amigos Improváveis’, o foco são as visitas semanais a casa dos idosos.

“Funciona mesmo como uma amizade, que junta duas gerações diferentes, os idosos e os jovens”, precisa a entrevistada.

Há uma sede muito grande de partilha da pessoa que está do outro lado, porque muitas vezes a companhia que tem é a televisão”.

Marta Antunes gostaria que o projeto chegasse a todo o país, com jovens disponíveis para estar, ouvir e acompanhar os mais velhos.

Ângela Roque (Renascença) e Octávio Carmo (Ecclesia)

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