D. Manuel Clemente presidiu, no Mosteiro dos Jerónimos, à ordenação de seis diáconos e dois presbíteros

Lisboa, 29 jun 2019 (Ecclesia) – D. Manuel Clemente presidiu este sábado às ordenações de presbíteros e diáconos, no Mosteiro dos Jerónimos, sublinhou que a Igreja não tem o «monopólio da bondade» e pediu serviço e atenção aos mais pobres.

“O dom do celibato reforça a imagem do Cristo sacerdote que assim mesmo viveu como oferta de Deus Pai a todos.

Cristo valorizava o bem que outros faziam, mesmo não pertencentes ao seu grupo; e a Igreja não tem o monopólio da bondade, nem sequer o da religião, que são lote comum e propensão espontânea de toda a criatura humana. Mas atrai sempre para o ultimo estádio das coisas – das que no tempo acontecem, não como fim em si mesmas, antes promessa além delas. Quando tal não sucede e as realidades temporais se absolutizam, tudo descai e definha, como tragicamente sucede”, disse este sábado o cardeal-patriarca de Lisboa.

Em palavras dirigidas aos futuros sacerdotes, Miguel Rodrigues e Tiago Roque, D. Manuel Clemente reforçou a entrega ao “sacerdócio celibatário”, onde com o serviço evangélico e “apoio das comunidades e famílias lhes possa ser possível manifestar o coração de Cristo onde todos igualmente cabem”.

“Viver o ministério sacerdotal como Cristo e Paulo o viveram, celibatário e total, é um legado indispensável da tradição viva que assim mesmo iniciaram. Significa e alimenta em quem o vive a radicalidade evangélica de quem deixa o habitual para alcançar ainda mais. Todos deixaremos tudo, tarde ou cedo, quando a morte nos levar. Todos ganharemos tudo, se desde já o ganharmos em Cristo, na caridade que nunca acabará”.

O prelado dirigiu-se ainda aos futuros seis diáconos permanentes com uma mensagem de apelo ao serviço e atenção aos mais frágeis.

“”A diaconia do Senhor supera toda a capacidade natural”, assim sendo, deveis pedir instantemente a graça de servir com os sentimentos de Cristo, atentos como Ele aos mais pobres, prestáveis para todos, amáveis e simples, com inteira qualidade evangélica”, referiu. 

D. Manuel Clemente citou ainda a solenidade de São Pedro e São Paulo para recordar a passagem em que “Pedro estava preso e a Igreja orava por ele”.

“É indispensável que seja assim, para que os ministros ordenados prossigam exterior e interiormente livres no serviço que Deus lhes confia. Rezar pelos ministros sagrados é garantir a constante sacralidade do seu serviço, que só com Deus levarão por diante”, disse na sua homilia. 

Na cerimónia foram ordenados dois presbíteros, Miguel Romão Rodrigues, de 26 anos,da Paróquia da Amadora e Tiago Ferreira Roque, de 24 anos,  da Paróquia do Vimeiro (Torres Vedras), e ainda seis diáconos permanentes, que vão ficar ao serviço de paróquias na diocese.

SN

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