Marcelo Rebelo de Sousa vai visitar as obras no Parque Tejo

Foto: Miguel Figueiredo Lopes/Presidência da República

Lisboa, 26 jul 2022 (Ecclesia) – O presidente da República Portuguesa afirmou que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que Lisboa recebe em 2023, é mais do que uma “manifestação confessional”, da Igreja Católica, destacando o diálogo entre as várias entidades responsáveis pela organização cultural.

“Não é uma manifestação confessional, é uma realidade mais ampla, sociocultural e universal para reunir milhões e milhões de pessoas, de vários países, aqui em Portugal”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, esta segunda-feira, em declarações aos jornalistas.

“Acho que é um sinal de que o diálogo entre a câmara e o Governo, o Governo e a câmara, é permanente e chegará a bom porto”, acrescentou, após uma visita às obras na Sé de Lisboa.

O chefe de Estado adiantou que, na próxima semana, vai visitar os terrenos que acolhem os atos centrais da JMJ, de 1 a 6 de agosto de 2023, na área do Parque Tejo, zona oriental da capital portuguesa.

“Irei com a senhora ministra e com o senhor presidente da câmara ao local para acompanharmos o andamento dos trabalhos, dentro de um espírito de harmonia que é fundamental para ter sucesso aquilo que é importante para todos os portugueses”, desenvolveu Marcelo Rebelo de Sousa.

O presidente da República Portuguesa esteve no terreno, com autarcas de Lisboa e de Loures, a 23 de fevereiro.

Segundo o presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, D. Américo Aguiar, nesta visita vão ver “terraplanagens e a preparação do terreno”.

“É muito importante para nós que o chefe de estado, que o Governo de Portugal, que os municípios, de vez em quando, renovem o apoio incondicional que temos tido, todos os dias. Têm sido incansáveis no apoio, na dinâmica, naquilo que significa a colaboração de todos os serviços”, desenvolveu em declarações à Agência ECCLESIA e à Rádio Renascença.

Na última semana, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa atribuiu o pelouro da JMJ 2023, que era da responsabilidade da vereadora Laurinda Alves, ao vice-presidente Filipe Anacoreta Correia.

Neste contexto, o presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 assinalou que contam com todos: “Não vemos como uma mudança ou uma amputação, vemos como um alargar dos colaboradores”.

“Tudo o que significa alargar as equipas para nós é bom, quer em competências, quer em sensibilidades, quer em jurisdição”, disse D. Américo Aguiar, salientando que ganham o vice-presidente da autarquia de Lisboa “na organização direta da jornada”, como complemento ao trabalho de Laurinda Alves e de “todo o executivo e dos eleitos por todos os partidos, quer no executivo, quer na assembleia municipal”.

Foto: Agência ECCLESIA/HM

O responsável católico comentou ainda as notícias relativas à segurança em volta da Jornada Mundial da Juventude em Portugal, referindo que, desde a tomada de posse do novo Governo, têm “reuniões setoriais da saúde, da segurança, da cultura, da comunicação, das várias áreas logísticas”.

“O setor da segurança é das que tem trabalhado mais e está mais avançada, se assim podemos dizer, naquilo que é o trabalho das nossas forças de segurança, das nossas forças armadas, dos serviços de segurança, e a inter-relação com polícias estrangeiros, com autoridades estrangeiras que estão habituadas a estes eventos, quer na dimensão, quer naquilo que significa antecipar cenários”, explicou.

As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

CB/OC

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