Liberdade Religiosa: Fundação AIS indica 5,4 mil milhões de pessoas a viver em países onde existem «violações graves ou muito graves da liberdade religiosa»

Relatório foi apresentado na Diocese de Beja apontando a «liberdade como um direito» e «não um privilégio»

Foto Diocese de Beja

Beja, 18 mai 2026 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) apresentou o Relatório da Liberdade Religiosa no Mundo, notando haver 5,4 mil milhões de pessoas a viver em países onde existem “violações graves ou muito graves da liberdade religiosa”.

Os números foram apresentados pela diretora da fundação AIS em Portugal na diocese de Beja, indica um comunicado publicado no portal diocesano.

A apresentação contou com a presença de D. Fernando Paiva, bispo no território, criticou a ausência do tema da liberdade religiosa nos meios de comunicação social e pediu consciência cívica para acompanhar um tema de “altíssima importância”.

“É importante, até em termos cívicos, estarmos cientes do que acontece, pois nós sabemos que a imprensa, tanto a nível nacional como internacional não dá grande destaque, ou quase nenhum, a este tema. Algumas outras coisas merecem grande destaque na comunicação social, mas isto não é tema”, lamentou, citado pelo comunicado da Fundação AIS enviado à Agência ECCLESIA.

O responsável diocesano pediu apoio para a Fundação e sublinhou a necessidade de cada pessoa se “deixar interpelar” por esta realidade, pedindo, “primeiro, orações pelos irmãos que vivem experiências de sofrimento, de perseguição, de discriminação” mas frisou também que a partilha destas realidades é essencial.

“Deixo aqui uma palavra de muito reconhecimento pelo que a Fundação AIS está a fazer, para que nós possamos dar a nossa parte de ajuda espiritual, de apoio, para que o vosso trabalho, que ajuda mesmo, também possa chegar mais longe”, indicou.

Foto Diocese de Beja

A apresentação, que decorreu no Seminário de Beja, contou com dois testemunhos “de perseguição religiosa” contados pelo jornalista Paulo Aido que sublinhou no encontro: “A liberdade religiosa é um direito, não um privilégio”.

“Um deles relatava a história de uma jovem de 14 anos, na Nigéria, raptada juntamente com outras colegas, mas que permaneceu em cativeiro por se recusar a negar a sua fé cristã. Outro dos casos apresentados dizia respeito ao ataque terrorista ocorrido em Cabo Delgado, Moçambique, onde foi incendiada a missão católica de São Luís de Monfort”, pode ler-se na nota da Diocese de Beja.

Os participantes na apresentação do Relatório, que já foi também apresentado nas dioceses de Viana do Castelo, Braga, Porto, Évora, Lisboa, Setúbal, Portalegre-Castelo Branco, Lamego e em Angra, nos Açores, assinaram a petição pela liberdade religiosa, um manifesto dirigido ao secretário-geral da ONU, António Guterres, ao Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, e ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, além de líderes de governos democráticos, embaixadores e representantes diplomáticos e a todos os membros da Assembleia Geral das Nações Unidas.

LS

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