Incidente que causou elevados danos materiais ao grupo está a motivar uma onda de solidariedade na região

Leiria, 02 ago 2018 (Ecclesia) – A sede do Agrupamento de Escuteiros 877 de Pousos, na Região de Leiria-Fátima, foi completamente destruída por um incêndio, ainda com causa desconhecida e que está a ser investigado pelas autoridades.

De acordo com informações avançadas pela página online da Diocese de Leiria-Fátima, que já deixou uma mensagem de “viva solidariedade” a todo o grupo, as chamas consumiram as referidas instalações durante a noite, não havendo vítimas a registar.

“A principal consequência”, refere a mesma fonte, “foi a destruição de grande parte do arquivo histórico e documental do agrupamento, bem como dos equipamentos logísticos de apoio às suas atividades”.

O Agrupamento 877 estava a preparar-se para participar no Acampamento Regional de Leiria, que vai decorrer a partir do dia 06 de agosto, na Quinta do Escuteiro, na Batalha.

Apesar do sucedido, o grupo mantém a sua intenção de participar, com cerca de 80 elementos, no ACAREG.

“Juntos (dirigentes, escuteiros, antigos escuteiros, familiares e comunidade) superaremos as dificuldades e consolidaremos o que nos une”, salientou a chefe Ana Isabel Lopes.

Esta vontade de meter “mãos à obra” e de retomar a vida normal do agrupamento está a ser acompanhada com diversas manifestações de apoio.

Em nome do cardeal D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, o vigário geral da diocese salientou a sua confiança na “solidariedade concreta de muitos outros agrupamentos, dos escuteiros e de outras pessoas e instituições”, no sentido de ajudar a devolver uma casa aos escuteiros do 877 de Pousos.

“Não apenas para as necessidades imediatas, mas igualmente para poderdes recuperar a vossa sede e prosseguir o vosso empenho na vivência do espírito, dos valores e do método escutista para bem da sociedade e dos membros do Corpo Nacional de Escutas”, referiu numa mensagem o padre Jorge Guarda.

Dos responsáveis do CNE para a Região de Leiria-Fátima também já veio a garantia de que vai ser assegurada “a cedência de material, de modo a que o agrupamento possa participar no ACAREG”.

Entretanto, enquanto a origem do incêndio (na madrugada de 30 de julho) ainda “está sob investigação policial”, o agrupamento já promoveu a montagem de “alguns contentores que funcionarão como instalações alternativas”, graças a “uma parceria que juntou um empresário residente na freguesia, a direção do Agrupamento e a paróquia” local.

Os elementos do Agrupamento 877 de Pousos já agradeceram “todas as manifestações de solidariedade, oriundas quer de instituições, quer de outros agrupamentos da região, empresas, amigos ou familiares e vizinhos, bem como as cedências de equipamentos já manifestadas”, deixando “um sinal claro” de que “não vai deixar-se abater por este desaire” e prosseguir com as suas atividades.

JCP

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