Cardeal publica nota sobre a vivência da fé em novo confinamento

Foto: Lusa

Leiria, 21 jan 2021 (Ecclesia) – O cardeal D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, enviou uma mensagem à diocese sobre o “tempo difícil de confinamento”, pedindo atenção às pessoas mais sós e aos pobres.

“Particular atenção deve ser dedicada aos idosos e aos que sofrem a solidão, procurando modos de manifestar a nossa proximidade, de acompanhar, animar, consolar, rezar com eles e por eles, em atitude de comunhão espiritual. Não deixemos que alguém se sinta só, sofra a solidão e o isolamento”, escreve o responsável católico, num texto enviado hoje à Agência ECCLESIA.

O bispo de Leiria-Fátima apela à ação das comunidades em favor dos “pobres e os necessitados dos bens essenciais”, sobretudo reativando os grupos sociocaritativos.

Na menagem ‘Viver a fé num tempo difícil de confinamento’, o cardeal português sublinha que a Covid-19 “regressou em força, numa nova variante e a uma velocidade de contágio assustadora”.

“Estamos ainda no meio da tempestade, com a esperança de que pouco a pouco acalmará. Cada pessoa, cada família, cada comunidade deverá gradualmente cicatrizar as feridas, recuperar a proximidade, recompor o tecido comunitário, saudar a libertação do flagelo e a liberdade, reavivar a alegria do Evangelho”, indica.

D. António Marto considera que o novo confinamento, decretado pelo governo a 13 de janeiro, “exprime a gravíssima situação à qual quer fazer face e apela à responsabilidade de todos e cada um: cidadãos, famílias, escolas, empresas, confissões religiosas”.

“Requer, pois, da nossa parte um reajustamento da vida pastoral das nossas comunidades às novas condições, restrições e demais exigências”, escreve à diocese.

A nota sublinha a importância de “manter vivos os laços comunitários” e de reforçar a “relação com as famílias”.

O cardeal português dedica particular atenção aos funerais e os familiares em luto, nesta “dramática situação”.

“Os funerais revestem-se de particular importância quer pela solidão em que muitos morrem, quer pela dor emocional dos familiares cujo luto ficou porventura suspenso, se não tiveram ocasião de despedir-se dos seus entes queridos. É preciso saber estar com quem sofre e não permanecer indiferente à dor ou agravá-la”, indica.

D. António Marto assume que a Covid-19 limita a atividade pastoral e convida a rezar pelo fim do “flagelo da pandemia”.

“Na oração diária rezemos pelos doentes com covid, pelos profissionais de saúde, pelos defuntos e seus familiares em luto. A todos tenho presentes na minha oração e manifesto a minha proximidade e solidariedade fraternas”, conclui.

OC

 

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