Marco Daniel Duarte alerta para impacto da passagem da tempestade Kristin nos edifícios da Igreja Católica

Leiria, 18 abr 2026 (Ecclesia) – O diretor do Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima alertou para a urgência de apoiar a reconstrução de edifícios religiosos, além do património classificado, afetado pela tempestade Kristin.
“O património como o entendemos não é apenas o que está classificado”, disse à Agência ECCLESIA Marco Daniel Duarte, acrescentando que sem estes “vai perder-se uma importante carga identitária das comunidades”.
A destruição provocada pela intempérie de janeiro vai estar no centro da próxima emissão do programa ‘70×7’, gravada no interior do Santuário de Nossa Senhora da Encarnação.
“É talvez a imagem mais icónica desta tempestade que assolou a região centro do país”, indicou o responsável.
O monumento leiriense constitui um lugar de culto e de reunião comunitária severamente atingido pelas condições meteorológicas adversas na região centro do país.
“Assistimos a uma reação solidária muito forte, mas é difícil o cidadão comum reconhecer que é preciso também ajudar a reerguer estes lugares”, assinala Marco Daniel Duarte.
O especialista admite que a necessidade de recursos financeiros condiciona fortemente a recuperação dos edifícios históricos ddiocesano perante as
evastados pelos ventos fortes.
“A forma de financiar este património é muito difícil de encontrar”, lamentou.








‘Património vivo: resposta de emergência em contextos de conflitos e desastres’ é o tema do Dia Internacional de Monumentos e Sítios que se assinala anualmente a 18 de abril.
O diretor do Departamento do Património Cultural de Leiria-Fátima assume que há maior “compadecer de situações de fragilidade humana”, apelando a uma maior consciencialização pública sobre a relevância de reerguer os lugares de culto.
“Há uma sensibilidade patrimonial que nós deveríamos ter ganho nas últimas décadas e que talvez ainda não esteja completamente adquirida”, advertiu.
A recuperação total do Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, por exemplo, exige a articulação de apoios de várias entidades e instituições da sociedade.
“Todos nós queremos reconstruir esta igreja o mais depressa possível, mas todos nós também temos a certeza de que é preciso uma capacidade económica que a igreja não tem, que a confraria não tem, que a cidade não tem, que o próprio Estado provavelmente não terá”, concluiu o entrevistado.
HM/OC
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