Iniciativa promovida pela Cáritas diocesana teve de reduzir o número de participantes, devido às limitações da pandemia

Leiria-Fátima, 06 ago 2021 (Ecclesia) – A Colónia de Férias da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima regressou esta semana, num primeiro turno, com crianças dos sete aos 10 anos, e a coordenadora disse à Agência ECCLESIA que “as crianças estavam a precisar” desta experiência.

“As crianças estão mesmo a precisar disto, nota-se que estão com muita energia, precisavam de estar com estes amigos que já conhecem de outros anos, conhecer novos amigos, estar com os monitores, nossos voluntários e, essencialmente, brincar ao ar livre, sem medos”, explica Rita Garcia.

A Colónia de Férias da Cáritas acontece há 36 anos, com um  interregno em 2020, devido à pandemia; divide-se em três turnos e aposta em atividades ao ar livre, seja praia, campo e peddy-papers. 

“Há alguns meses que tentamos preparar, neste segundo ano complicado, e tivemos de reduzir o número de crianças, por exemplo neste turno a média era de 80 a 90 crianças e reduzimos para metade”, refere a entrevistada.

Rita Garcia recorda que toda a organização da Colónia teve o “aval da delegada da saúde” e crianças e monitores foram testados duas vezes. 

“As crianças tiveram de ser testadas duas vezes e está tudo a correr muito bem, nós, também fizemos o teste à frente deles para que não houvesse receios”, conta. 

A responsável adiantou ainda que cada turno da Colónia tem a “inspiração de uma história” e, neste primeiro turno, a “história da Alice no País das Maravilhas é o imaginário” e a cada noite, “um pequeno teatro vai desenvolvendo a história”.

Através da história rodam todas as nossas atividades e tentamos que haja personagens que eles associem, seja com a máscara ou o lavar das mãos, para que não haja medos e o que queremos é crianças felizes, mas no geral estão muito conscientes do que os rodeia”. 

A coordenadora destacou ainda que muitas das crianças deste turno vêm à colónia pela primeira vez e justifica com a realidade dos pais “que acreditam nesta forma de dar férias ao ar livre aos filhos, de brincarem na rua sem tecnologias” mas também de haver “pais que ficaram limitados com o tempo de férias e não teriam onde deixar as crianças”.   

Os voluntários, neste turno são 13 monitores com idades entre os 18 e 25 anos, na sua maioria são universitários e “não foi tempo fácil para eles”.

“A maior parte é estudante universitário e o que passaram não foi época fácil, o estar aqui a propor esta alegria às crianças é mais do que os medos e eles também estavam a precisar”, admite Rita Garcia.

O primeiro turno da Colónia de férias da Cáritas na “Casa Amarela”, na praia do Pedrogão, termina a 11 agosto; o segundo turno decorre de 16 a 25 agosto, com 40 crianças dos 11 aos 13 anos; e o último turno de 30 agosto a 04 de setembro, com 30 adolescentes.

SN

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