Médico é um dos fundadores do Movimento Ação Ética

Foto: Ricardo Fortunato/RR

Lisboa, 16 jan 2022 (Ecclesia) – O médico Victor Gil, um dos fundadores do Movimento Ação Ética (MAE), desafiou os partidos políticos a assumir com clareza qual a sua posição sobre os “temas importantes” para a vida das pessoas e da sociedade portuguesa, nas próximas legislativas.

“Estes temas importantes, que tocam em coisas muito profundas, têm de ser assumidos nos programas eleitorais”, refere o convidado da entrevista semanal conjunta Ecclesia/Renascença, emitida e publicada ao domingo.

O MAE nasceu a 1 de janeiro de 2021 para ajudar a combater a “indiferença cívica”, o “relativismo ético” e o “défice de responsabilidade pessoal e social”.

Um ano depois, já contabilizam mais de uma centena de novos membros para continuar a ajudar a refletir sobre “aspetos determinantes” para o futuro coletivo.

Victor Gil destaca os desafios lançados pelo movimento aos partidos, para que esclareçam, antes das eleições, o que querem fazer em “questões essenciais”, que não se decidem em “jogos de tabuleiro” políticos.

“São coisas que tocam nas raízes éticas do modelo civilizacional que temos, e acho que é muito importante toda a gente ter consciência disto”, apontou.

Entre os temas abordados estavam a eutanásia e os cuidados em fim de fim de vida, o combate à corrupção, a reforma do sistema eleitoral, ou a objeção de consciência, entre outros.

O entrevistado sublinha que a população “tem o direito de ser informada” de forma fundamentada e critica a falta de visão estratégica para setores fundamentais como a educação e a saúde.

“Neste momento a tendência é outra vez de fechar o Serviço Nacional de Saúde, mais estatizado, e os outros, por enquanto, há tolerância, permite-se a sua existência, mas não se entende isso como uma cooperação a favor da população”, exemplificou.

Ângela Roque (Renascença) e Octávio Carmo (Ecclesia)

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