«Espero, acima de tudo, que haja muita união» – Margarida Frias

Lamego, 24 jul 2026 (Ecclesia) – Voluntários e peregrinos partilham as expetativas do encontro, da memória e de um caminho que querem fazer em conjunto, na segunda edição da Jornada Nacional da Juventude ‘Rejoice’, entre hoje, sexta-feira, e domingo, em Lamego.
“Espero, acima de tudo, que haja muita união, que consigamos ver no rosto do outro Cristo, porque acho que essa é a nossa grande missão: é conseguirmos levar a Cristo ao outro e sermos nós próprios testemunhas vivas daquilo que Ele nos vem ensinar. O meu maior desejo é que todos consigamos viver este Rejoice com muita alegria, com muita animação e, acima de tudo, com muita fé”, disse a voluntária Margarida Frias, em declarações à Agência ECCLESIA.
A jovem de 30 anos, que integra o Coro Diocesano Rejoice, esta sexta-feira esteve “a ajudar com os kits, na receção de peregrinos”, e realça que tem sido “muito boa toda a preparação” para acolherem 1200 participantes das várias dioceses católicas de Portugal, nesta segunda edição da Jornada Nacional da Juventude.
“Sendo que a nossa cidade tem um gosto diferente, é muito bom ver o país a mobilizar-se para nos reunirmos aqui em nome de Cristo, a celebrá-lo, e também termos esta missão de levar Cristo talvez a jovens que, noutras circunstâncias, não conseguiriam sentir-se tão perto dele”, realçou Margarida Frias.
‘Nós somos muitos e formamos um só corpo em Cristo’ (Rm 12,5), da carta de S. Paulo aos Romanos, é o lema deste encontro nacional, entre hoje e domingo, de 24 a 26 de julho, em Lamego.
O peregrino Alexandre Fernandes, da Diocese de Lisboa, explicou, quando o grupo de oito jovens foi acolhido no Pavilhão Álvaro Magalhães, que esperam “ficar mais perto da fé” ao participarem no REJOICE, esta quinta-feira tiveram “um dia especial”, em Vila Real, num “pequeno encontro” para falarem sobre estes momentos, e adianta que querem “todos caminhar para o mesmo, e que o Lamego dê um pouco daquilo que é a fé de caminhar em coletivo.
“Nós não fazemos isto sozinhos, e fazemos para alguém maior do que nós. Então deixemos transformar em Lamego, seja o que Deus quiser, como se costumava dizer”, acrescentou o jovem de 19 anos, da Paróquia de São João dos Montes, em Alhandra (Vila Franca de Xira), à Agência ECCLESIA.
Os jovens do Grupo ‘Rumo à Vida’ participaram na JMJ Lisboa 2023, estiveram na primeira edição do Rejoice (2024), também em Lisboa, foram ao Jubileu do Ano Santo da Esperança 2025, e, após terem estado “um pouco mais parados para aumentar a fé” decidiram “aproveitar este momento de férias” para vir à Jornada Nacional da Juventude, encontrarem-se “um pouco mais enquanto grupo”, e caminharem juntos “rumo àquilo que importa, que é a fé”.
Para o voluntário Erlando Firmino poder ver o Rejoice, que “é a lembrança da JMJ Lisboa”, daquilo que viveram em 2023, “em Lamego é lindíssimo”, e, enquanto espera que cheguem mais voluntários ao pavilhão, conta que foram “meses de muita ansiedade, sempre a contar os dias, agora que está a começar, parece que está a passar muito rápido.
“Estamos confiantes que vai ser com muita fé, com muita oração. Que os jovens vão estar todos para o mesmo lado, e vão sair todos melhores, e sempre recordar o Rejoice de Lamego, que foi um marco da vida deles”, acrescentou o entrevistado de 25 de anos, de Castro Daire.
Segundo Erlando Firmino, esta Jornada nacional da Juventude “vem provar” que ‘ser interior, nunca é ser inferior’, e destaca que “a cidade está mobilizada, os jovens querem muito este encontro”, que está a trazer “uma dinâmica muito boa para Lamego”.
“A cidade está com outra vida. Nas ruas, as pessoas mais velhas questionam ‘o que é isto’, ‘como é que é, como é que não é’. E penso que quem virá a Lamego neste encontro vai querer voltar para conhecer outras coisas, acho que está a ser bom”, realçou o jovem da equipa do Departamento da Juventude da Diocese de Lamego.
“Espero que gostem. Apesar de ser uma cidade pequena, penso que é uma cidade que tem muito a conhecer, tem muita cultura. No geral, somos pessoas muito acolhedoras e é isso que eu espero que eles consigam levar”, acrescentou a voluntária Margarida Frias.
Sobre o protagonismo da juventude jovens na Igreja, dos jovens assumirem esse lugar, Margarida Frias considera que “a Igreja tem tentado integrar mais os jovens, e dar-lhes uma voz mais ativa”, “é algo que se vai fazendo aos poucos”, e sente que “a Igreja tem tido uma abertura maior”.
“Na nossa paróquia somos efetivamente um agente dinamizador de uma pequena região, uma paróquia mesmo pequena, e se não fossem estes oito jovens que me acompanham, seria muito difícil dinamizar esta zona. Os jovens estão a ter um impacto, e acho que é importante dar-nos essa autonomia, é muito importante dar-nos o nosso espaço, a nossa voz, a nossa opinião. O Papa Francisco abriu-nos essa porta e nós só temos é de aproveitá-lo” – Alexandre Fernandes (Paróquia de São João dos Montes)
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