Ministra encerrou Conferência «Em Nome do Futuro: Os Desafios da Juventude», apontando a fóruns onde a representação e escuta dos jovens tenha lugar

Foto: Agência ECCLESIA/JG

Lisboa, 29 set 2022 (Ecclesia) – A Ministra-adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, afirmou hoje a importância do movimento associativo em Portugal mostrando como os jovens apontam para questões “culturais, ambientais e de direitos humanos”, devendo a sua participação ser saudada.

“Hoje a panóplia de associações culturais, ambientais, das causas dos direitos humanos – e são muitas as que nos devem mobilizar – são espelho de uma sociedade dinâmica onde a juventude tem participação e deve ser saudada. Hoje o movimento associativo juvenil é extraordinário. Ele não passa só pelas juventudes partidárias, e eles existem para espelhar as preocupações de uma geração, perspetivar o futuro da sociedades onde se inserem e para ser fóruns dinâmicos de discussão”, afirmou a responsável, que tutela a juventude no atual governo, no encerramento da Conferência «Em Nome do Futuro: Os Desafios da Juventude», que decorreu hoje em Lisboa.

A responsável afirmou que sem “esta juventude não se constrói um país inclusivo e solidário” mas afirmou não bastar inscrever a necessidade de participação.

“Não basta de inscrever em planos a necessidade e participação dos jovens nas decisões. Valorizo muito os conselhos consultivos da juventude, os orçamentos participativos que permitam que os mais jovens se possam debruçar sobre as decisões e condução de políticas na sociedade onde se inserem, seja ao nível local ou nacional”, destacou, apresentando o conselho consultivo na área do ambiente como o primeiro momento em que as associações juvenis poderão ter representantes para uma discussão alargada.

A ministra da tutela valorizou os fóruns que “permitem perspetivar políticas de futuro” e sublinhou algumas linhas do Plano Nacional da Juventude, aprovado em agosto, destacando a atenção nas áreas da habitação, dos salários e a criação de medidas para a inserção no mercado de trabalho.

Ana Catarina Mendes, dirigindo-se a Adriana Cardoso, quis deixar uma “palavra de esperança e de futuro”, valorizando o contributo de “todas as gerações”, como “essenciais para construir uma sociedade coesa, inclusiva e solidária desde logo sob o ponto de vista geracional”.

A Conferencia «Em Nome do Futuro: Os desafios da juventude», que decorreu esta manhã no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, numa parceria entre a Rádio renascença e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, quis «projetar um país em mudança», apontando à JMJ Lisboa 2023.

LS

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