Francisco realçou que jovens «são a força da Igreja e da sociedade» à comunidade do Colégio Barbarigo

Cidade do Vaticano, 23 mar 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje que aos jovens “Deus confia uma tarefa decisiva para enfrentar os desafios do tempo”, na audiência a alunos do Colégio Barbarigo de Pádua, na Sala Paulo VI, no Vaticano.

“Vocês, jovens, são a força da Igreja e da sociedade. Vocês têm a missão de salvar a esperança no futuro, a prepararem-se para o futuro num clima social e humano mais digno; Aa esperança de viver em um mundo mais fraterno, mais justo e pacífico, mais sincero, mais humano”, afirmou esta manhã.

Numa resposta a um estudante do Ensino Superior, o Papa explicou que os desafios atuais são, “certamente, materiais”, mas “dizem respeito à visão do homem”.

Ao jovem João, que perguntou sobre escolhas importantes para seu futuro, acrescentou que “há a crise de valores morais e a perda do sentido da vida”, para além dos problemas “económicos, da dificuldade de encontrar emprego e da consequente incerteza para o futuro”.

“Encorajo-os a não desanimar, a terem certeza da vossa vida cristã, a pertencer a uma sociedade mais fraterna e acolhedora”, incentivou.

O Papa Francisco disse que “juventude não é passividade” mas um “esforço tenaz para alcançar metas importantes”, que “não é fechar os olhos” perante as dificuldades, mas “rejeitar a mediocridade, compromisso de solidariedade com todos, sobretudo com os mais frágeis”.

Neste contexto, realçou que a Igreja conta com os jovens que “são generosos e capazes de melhores impulsos” e de sacrifícios mais nobres.

Para o Papa perante uma “situação crítica” a opção podia ser a “tentação de fuga, de evasão”, fechando-se num isolamento egoísta, “refugiando-se nas bebidas alcoólicas, nas drogas, nas ideologias que pregam o ódio e a violência”, realidades conhecidas.

Aldo, outro estudante do Ensino Superior, disse ao Papa que na escola também há lugar para as grandes questões existenciais da verdade, da justiça, da beleza, que lhes permite servir os outros.

“É uma ótima oportunidade frequentar uma escola onde são abordadas questões sobre o sentido da vida, se confronta cultura e vida e se busca a verdade, o bem e a justiça. A escola é um ótimo recurso. Uma escola católica não faz “doutrinação”, mas levanta questões e dá boas respostas”, desenvolveu o Papa.

Segundo Francisco, este processo “não deve ser apenas teórico” mas também o “resultado de experiências” e as que estão “em contacto com o Evangelho” são “um dom inestimável”, que vai produzir “muitos frutos se as acolherem com o coração e a mente”.

O sítio online ‘Vatican News’ informa que o Colégio Barbarigo ou Instituto Episcopal Gregório Barbarigo é uma escola católica, fundada em 1919, na cidade de Pádua, e recebeu o nome do bispo dessa época, São Gregório Barbarigo.

O Papa destacou a importância dos professores, sacerdotes e educadores na vida dos estudantes que “podem ajudá-los a não isolar” mas encorajar a estarem “sempre unidos e a alcançar metas importantes”.

Sem esquecer os pais, que “têm um papel central na formação e escolhas” dos filhos, Francisco salientou que são os “primeiros educadores, especialmente no que diz respeito à fé”.

“Sua família é abençoada por Deus e tem a missão de educar seus filhos e a ajudá-los a fazer escolhas corajosas”, disse na Sofia, estudante do secundário.

CB

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