Francisco apelou a «verdadeiro encontro» entre Igreja e humanidade

Cidade do Vaticano, 08 dez 2015 (Ecclesia) – O Papa evocou hoje o 50.º aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II, no início do Jubileu da Misericórdia, apelando a um "encontro" entre a Igreja Católica e a humanidade.

“Hoje, ao cruzar a Porta Santa, queremos também recordar outra porta que, há cinquenta anos, os padres do Concílio Vaticano II escancararam ao mundo”, disse o Papa, na homilia da Missa a que presidiu na Praça de São Pedro.

Segundo Francisco, esta efeméride não pode “lembrar apenas a riqueza dos documentos” conciliares, definindo o Vaticano II como “um verdadeiro encontro entre a Igreja e os homens” de hoje.

“Um encontro marcado pela força do Espírito que impelia a sua Igreja a sair dos baixios que por muitos anos a mantiveram fechada em si mesma, para retomar com entusiasmo o caminho missionário”, precisou.

O Papa elogiou a dinâmica do Concílio Vaticano II (1962-1965) que levou a Igreja Católica a retomar “um percurso para ir ao encontro de cada homem no lugar onde vive: na sua cidade, na sua casa, no local de trabalho”.

“Trata-se, pois, de um impulso missionário que, depois destas décadas, retomamos com a mesma força e o mesmo entusiasmo. O Jubileu exorta-nos a esta abertura e obriga-nos a não descurar o espírito que surgiu do Vaticano II, o do Samaritano, como recordou o Beato Paulo VI na conclusão do Concílio”, explicou.

“Atravessar hoje a Porta Santa compromete-nos a adotar a misericórdia do bom samaritano”, concluiu.

A cerimónia de abertura do Ano Santo, com Missa na Praça de São Pedro, foi precedida pela leitura de passagens das quatro constituições aprovadas durante o Concílio Vaticano II (Dei Verbum, Lumen gentium, Sacrosanctum concilium e Gaudium et spes), encerrado a 8 de dezembro de 1965.

Simbolicamente, foram lidas também passagens dos documentos sobre o ecumenismo (Unitatis redintegratio) e a liberdade religiosa (Dignitatis humanae).

OC

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