Cónego José Paulo Abreu recorda «momento único» da visita ao Sameiro, há 40 anos

Braga, 20 Mai 2022 (Ecclesia) – O atual vigário geral da Arquidiocese de Braga, cónego José Paulo Abreu, cantou o salmo da celebração a 15 de maio de 1982, no Santuário do Sameiro, presidida pelo Papa João Paulo II e recordou à Agência ECCLESIA a “ansiedade” naquele “momento único”.

“Recordo que estava num stress enorme, naquela ansiedade por saber que tinha de cantar para uma multidão daquelas e, como é óbvio, comecei a ficar com os ossos em gelatina”, disse o cónego José Paulo Abreu que, na altura, era diácono.

A Arquidiocese de Braga está a recordar a ida de São João Paulo II ao Santuário do Sameiro, a 15 de maio de 1982, que, segundo o vigário geral da Arquidiocese de Braga, foi um “acontecimento único” porque, até à data, “foi o único” a ir ao encontro dos cristãos de Braga, “fisicamente falando”.

A Arquidiocese de Braga espera que esta comemoração seja “apenas prenúncio de novas vindas”, por isso celebra, o acontecimento, “com muito júbilo”, realçou o sacerdote no testemunho que vai ser emitido este domingo, 22 de maio, na RTP 2, no programa 70×7, pelas 17h25, intitulado “João Paulo II há 40 anos em Portugal”.

Na sua intervenção, o cónego José Paulo Abreu sublinha que o Santuário do Sameiro, na cidade de Braga, “está cheio da marca do Papa São João Paulo II”.

Quando os peregrinos se aproximam deste santuário mariano existe logo uma “estátua enorme que lhe é dedicada”, reforça

O Santuário do Sameiro tem também uma “relíquia de São João Paulo II, uma gota de sangue, que está depositada no interior da basílica”.

Depois daquela visita ficaram “outros documentários” porque estava previsto que ele chegasse de manhã, celebrasse “e depois passasse pelo centro apostólico do Sameiro onde iria fazer a refeição e o momento de repouso”, o que não chegou a acontecer por causa do atraso na chegada de João Paulo II a Braga, devido ás condições climatéricas desse dia, que impediram o voo de helicóptero e obrigaram o Papa a viajar de comboio.

“As senhoras prepararam caprichosamente as toalhas bordadas, os copos e pratos tudo com o brasão do Papa”, disse o cónego José Paulo Abreu.

Apesar das “contrariedades”, as pessoas “aguentaram bem e sem implicações com ninguém, tudo correu lindamente”, recordou.

A temática da família foi o centro da reflexão do Papa São João Paulo II, mas “sem carga moralística”, um discurso “muito abrangente, respeitador e carinhoso”, finalizou.

HM/LFS

 

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