Símbolos da Jornada Mundial da Juventude agregam «pequenas multidões» e vão ao encontro dos que desconhecem, passando por locais emblemáticos do arquipélago

Foto: Agência ECCLESIA/PR

Funchal, Madeira, 13 mai 2022 (Ecclesia) – Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) estão na Diocese do Funchal, nova etapa da sua peregrinação em território português, onde foram recebidos com entusiasmo entre as populações jovens, rumo ao encontro de Lisboa, em agosto de 2023.

“Os colégios e as escolas têm sido uma agradável surpresa, mesmo não tendo (a disciplina de Educação moral) e religião católica, todos estiveram na catequese, muitos fizeram o Crisma. Só ouviram falar de festivais, e de repente um encontro com o Papa para dois milhões de jovens, onde se vive a alegria e se faz festa, tem sido uma surpresa, tem levado a muita curiosidade. Perguntam quando abrem as inscrições”, refere à Agência ECCLESIA o padre Carlos Almada, delegado diocesano junto do Comité Organizador Local (COL) das Jornadas Mundiais da Juventude de Lisboa 2023.

“Alguns nunca ouviram falar, o que significa que temos de ir à sua procura. Temo-lo feito e tem sido uma boa experiência”, acrescenta.

A cruz e o ícone de Nossa Senhora chegaram à diocese a 6 de maio e, desde então, passaram pelos Arciprestados de Santa Cruz e Machico, de Santana, São Vicente e Porto Moniz, estando atualmente no Funchal.

O padre Carlos Almada destaca a congregação que os símbolos provocam, mesmo sem grandes multidões, quando o grupo “sem vergonha, monta os símbolos” e com naturalidade “se vão juntando”.

Se não temos multidões à espera, vamos ao encontro de pequenas multidões que não conheciam a Jornada. Sem vergonha montamos os símbolos, e (as pessoas) vão-se juntando. Os símbolos estão a cumprir o seu efeito, a sua missão. É esta a certeza que o COD do Funchal tem – que o nosso trabalho não tem sido em vão, mas realmente (procura) responder a um desafio do Papa – Cristo vive e quer os jovens vivos”.

O assistente espiritual do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e do Departamento do Ensino Superior e da Pastoral Universitária sublinha a “graça” de a visita dos símbolos coincidir com “o 12 e 13 de maio”, data que quiseram marcar com a deslocação dos símbolos ao santuário de Nossa Senhora de Fátima, no Cabo Girão.

No dia 11, a cruz e o ícone estiveram também na igreja do Monte, santuário diocesano que este ano assinala o centenário da morte do Beato Carlos da Áustria.

“Os símbolos tinham de ser carregados pelos carreiros do monte: entre os 150 homens que todos os dias dão aos turistas uma experiência única de escorregar na rua emblemática. O ícone e a cruz mostraram a sua presença – não escorregaram (nos cestos), mas fizeram com que os carreiros olhassem para os símbolos, dados pelo Papa, com outros olhos”, assinala o entrevistado.

A Casa de Saúde de Câmara Pestana, das Irmãs Hospitaleiras, foi também local de paragem da peregrinação dos símbolos, esta quinta-feira, onde colaboradores e pessoas assistidas puderam “rezar” e abeirar-se da cruz e do ícone de Nossa Senhora.

A irmã Mariana Camacho, coordenadora do serviço pastoral e assistente espiritual da casa, deu conta à Agência ECCLESIA da preparação que procuraram fazer antes, adaptando as catequeses destinadas aos jovens, “integrando-as nos tempos de evangelização do centro”.

“Houve um grande impacto na família hospitaleira. Mesmo junto dos colaboradores, penso que pode ajudar a viver este tempo em termos diocesanos. É importante porque estamos incluídas na Igreja local. Para nós é importante estarmos em comunhão com toda a Igreja e juntos dos jovens”, sublinha a religiosa.

A Casa de Saúde presta assistência a cerca de 300 pessoas e participa da rede de cuidados continuados, procurando, nesta ocasião, permitir que quem o desejasse pudesse ter a oportunidade de “rezar e estar juntos dos símbolos”.

O padre Carlos Almada da conta da intenção de levar a cruz e o ícone de Nossa Senhora ao Pico Ruivo, o ponto mais alto da ilha da Madeira, e destaca a continuação da peregrinação na ilha do Porto Santo, nos dias 21 e 22, onde estarão “na melhor praia da Europa”.

Os dias em que os símbolos regressam ao Funchal, indica, vão ser de festa com “evangelização de rua nos últimos dias”, com os jovens e a equipa do Comité Organizador Diocesano a “distribuir informações, não só para os madeirenses e residentes como para todos os turistas que visitam a ilha”, onde os símbolos vão poder estar “as praças principais do Funchal”.

O responsável sublinha ainda a presença dos símbolos na Sé e na igreja do Colégio, dos jesuítas.

“A tentativa é a de levar os símbolos a todos os cantos da ilha, inclusive o Porto Santo, para que a Jornadas cheguem a todos”, regista.

PR/LS

Símbolos da JMJ na Casa de Saúde de Câmara Pestana

 

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