Coordenador da peregrinação assinala importância de envolver a todos, porque a «juventude é uma passagem»

Fátima, 02 set 2022 (Ecclesia) – O padre Filipe Diniz, coordenador da peregrinação dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude, disse que os jovens são “os protagonistas” de levar a cruz e o ícone mariano” às várias realidades” das comunidades nas dioceses.

“Os símbolos não são só para os jovens. Os jovens são os protagonistas de levar os símbolos às várias realidades. E é nessas realidades onde os símbolos têm passado e é nesse mesmo contexto que temos que olhar para a pastoral juvenil”, disse o sacerdote em declarações à Agência ECCLESIA.

O coordenador da peregrinação dos dois símbolos da Jornada Mundial da Juventude, no contexto da JMJ Lisboa 2023, afirmou que têm “provocado várias áreas”, seja nas pessoas, como “na própria Igreja, que é una”, por isso, não vão “por setores, só com as catequeses, ou só com os jovens, ou só para os jovens”.

“Os símbolos não são só para os jovens”, realçou o diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), da Conferência Episcopal Portuguesa.

O padre Filipe Diniz, a pastoral juvenil “não pode estar simplesmente fechada no seu ‘guetozinho’”, porque é uma passagem, por isso, podem conciliar várias áreas e a peregrinação dos símbolos da JMJ tem sido “um instrumento são, de procurar dinamizar as comunidades”.

“É interessante ouvir dos responsáveis dos Comités Organizadores Diocesanos (COD) primeiro o nervosismo, saber como é que vai funcionar, e chega-se ao fim de coração cheio: As pessoas apaixonaram-se pela presença que os símbolos provocaram. Deus vai atuando desta forma e os símbolos são um sinal da presença de Deus a acontecer e que a jornada vai mesmo acontecer”, desenvolver.

Os símbolos da JMJ, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, estão em peregrinação pela Diocese de Bragança-Miranda até este domingo, 4 de setembro, data em que vão ser entregues aos jovens da Diocese de Vila Real.

Foto: Agência ECCLESIA/HM

No dia 29 de outubro de 2021, os símbolos iniciaram uma peregrinação de dois anos em Portugal, pela Diocese do Algarve, antecipando a JMJ 2023, encontro internacional, promovido pela Igreja Católica, que Lisboa recebe de 1 a 6 de agosto.

“Durante estes tempos tem existido uma grande preocupação dos párocos, das dioceses que apenas dão algumas orientações, para que se possa viver este momento e encontrar rumos, perspetivas: ‘Como é que vamos acolher, onde é que os símbolos vão passar? Como é que vamos provocar que os símbolos ajudem as pessoas a olhar para a jornada como um acontecimento tão próximo’”, desenvolveu o sacerdote da Diocese de Coimbra.

Neste contexto, o diretor do DNPJ assinala também que a peregrinação tem de servir de “provocação para o depois da jornada”, e envolver todos, caminharem juntos, “permite ter um discernimento mais claro”, referindo que, como o encontro nacional de formação 2022, “é uma pastoral juvenil que é sinodal”.

“O que é que a jornada vai provocar na Igreja portuguesa, o que é que vai provocar nos jovens Portugueses?”

O padre Filipe Diniz assume o risco de existir alguém que ainda não tem conhecimento da JMJ Lisboa 2023, “a informação não chega a todos logo de uma só vez, vai chegando”, as redes sociais são um “grande motor para chegar” aos jovens, mesmo depois da passagem dos símbolos pelas suas dioceses.

“Ao menos que nenhum jovem do nosso país não diga que não sabe o que é a JMJ, e temos mais uns bons meses para ouvir falar de jornada”, concluiu o diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil.

LS/CB

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