Iniciativa do COL quer continuar a marcar o caminho até Lisboa por onde a peregrinação dos símbolos já se realizou

Foto: Agência ECCLESIA/CB

Viseu, 30 abr 2022 (Ecclesia) – As dioceses em Portugal vão todas receber uma réplica da cruz da jornada mundial da juventude, numa iniciativa do Comité Organizador local (COL), para que “memória” e “estímulo” não se percam até agosto de 2023.

“Será uma memória futura da Jornada que vai acontecer mas também uma oportunidade para fazer com que a peregrinação dos símbolos não termine no último dia do mês de cada diocese, pelo contrário, que todos entendam que o último dia é apenas o início de uma nova etapa que nos vai levar até agosto de 2023”, assumiu à Agência ECCLESIA, D. Américo Aguiar, presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023.

A primeira diocese a ficar com uma réplica é Viseu, mas todas as anteriores, por onde os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, a cruz e o ícone de Nossa Senhora, irão oportunamente receber.

“Esta réplica pode ser uma presença que estimule as paroquias, vigararias, arciprestados, jovens e movimentos, a fazer uma continuação da peregrinação, já não com os símbolos originais, que agora vão para o Funchal e depois para Angra, mas a fazer com que cada um assuma a cruz da jornada em si, no que é a programação da pastoral para a JMJ, transportando a réplica da cruz”, assume o responsável nacional.

Esta iniciativa vem, na opinião do bispo de Viseu, dar continuidade ao trabalho desenvolvido, esperando que ajude a dinamizar a pastoral juvenil.

“Vai ficar alguma coisa que marque a passagem dos símbolos, sendo esta cruz com a mesma medida, com os mesmos dizeres que São João Paulo II colocou há tantos anos, a cruz responsabiliza-nos. É uma novidade, uma alegria e uma esperança. E eu espero que ela chegue a todos os lugares. Temos a responsabilidade de, com o secretariado e o COD, levarmos esta cruz a esses lugares, motivar e fazer crescer”, indica D. António Luciano à Agência ECCLESIA.

Para o bispo de Viseu, está em causa a renovação da Igreja, que acontece quando “se dá lugar e espaço aos jovens”.

“Espero que em cada arciprestado, os delegados para a pastoral juvenil, continuem a trabalhar e de modo particular no dinamismo da formação. Temos que nos aproximar, fazer cair muros, criar pontes e criar estruturas diocesanas que efetivamente sejam dinamizadores, nos grupos e na animação dos movimentos juvenis. Queremos que sejam o material para este futuro que há-de ser laboriosos e há-de dar frutos”, vaticina.

Foto: Agência ECCLESIA/CB

O responsável pelo Comité Organizador Diocesano (COD) de Viseu, que durante 29 dias vir os símbolos peregrinarem pela diocese, dá conta do “coração cheio e da felicidade”, ao receber a notícia da entrega da réplica e dá conta de nova peregrinação a realizar.

“Até às Jornadas vamos fazer mais uma volta pela diocese, desta vez com a cruz. O nosso bispo está a propor fazer uma réplica do quadro, para criar um dinamismo e fazer com que a jornada continue até agosto de 2023, e vá mais além, no pós-jornada.

Ter a réplica vai servir como memória deste tempo que passou, vai-nos ajudar a construir caminho até à Jornada e essa memória, quem sabe, daqui a alguns anos vai lembrar que em 2023 os símbolos passaram em Viseu e foram um sucesso”, conta à Agência ECCLESIA Fernando Chapeiro.

O responsável pelo COD de Beja saúda também a iniciativa de oferecer uma réplica a cada diocese, como sinal de “abertura, de sentido e comunhão com a Igreja universal”.

O padre Francisco Molho, assume que a data da peregrinação dos símbolos pode, em algumas dioceses, ser uma “vantagem ou desvantagem”.

“Na altura falámos sobre a antecedência da peregrinação dos símbolos trazia a vantagem de ser uma rampa de lançamento para trabalhos que precisavam começar com antecedência, caso contrário, não conseguiam ser realizados. A desvantagem é que se perde o interesse e fulgor inicial, acabando por esmorecer o ânimo. Ter uma réplica da cruz pode ser uma oportunidade para voltar a congregar e mobilizar, mais perto da jornada, todos os jovens”, assume o responsável de Beja.

A réplica da cruz é vista como uma possibilidade de, “daqui a muitos anos”, fazer memória “do que foi a JMJ, ajudar a preparar futuras jornadas e congregar para as jornadas diocesanas que se realizam anualmente”.

Foto: Agência ECCLESIA/CB

D. Américo Aguiar valoriza a “crescente adesão” que encontrado em todas as diocese que até agora receberam a peregrinação dos símbolos da JMJ.

“Confesso a surpresa, em algumas geografias, sobre as expetativas que tinha em relação à adesão e à presença dos jovens. Confesso uma surpresa feliz na adesão do Algarve, Beja, Évora, Portalegre – Castelo Branco, da Guarda. Tem sido impressionante a adesão dos jovens e dos que não são os do costume, dentro do aquário”, reconhece.

O presidente da fundação JMJ Lisboa 2023 sublinha que o desejo de fazer chegar o convite a todos os jovens tem sido concretizado e acredita que a peregrinação dos símbolos ajuda a que nenhum jovem “no dia 7 de agosto de 2023” lamente que o convite não lhe tenha chegado.

“Queria sublinhar e agradecer tudo o que tem sido o empenho e dedicação, dos COD das diocese onde a peregrinação já aconteceu, porque tem sido uma festa e uma prova de que os jovens estão de coração aberto, disponível e nós temos de fazer caminho para ir ao seu encontro e abandonar a ideia de que ficamos parados à espera que venham ao nosso encontro”, explicou.

A peregrinação dos símbolos da JMJ segue para a diocese do Funchal.

CB/LS

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