Organização deixa «10 motivos» para participar na próxima Jornada Mundial da Juventude

Foto: Agência ECCLESIA/HM

Santiago de Compostela, 08 ago 2022 (Ecclesia) – O secretário do Dicastério para os Leigos, Família e Vida (Santa Sé), padre Alexandre Awi Mello, mostrou-se satisfeito com o caminho percorrido na preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2023, em Lisboa.

“O caminho que nos leva tem as dificuldades normais, em qualquer caminho, mas vamos bem e com a certeza de que chegaremos à meta, com a graça de Deus”, disse à Agência ECCLESIA o responsável, que acompanhou em Santiago de Compostela a Peregrinação Europeia de Jovens (PEJ), concluída este sábado.

O sacerdote brasileiro falou de uma “JMJ em ponto pequeno”, com 12 mil participantes que puderam viver, “de forma muito bonita”, um programa semelhante ao que vai acontecer em Lisboa.

A PEJ 2022 teve como lema ‘Levanta-te e sê testemunha’, escolha que também “aponta” à JMJ 2023, cujo tema é ‘Maria levantou-se e partiu apressadamente’, uma passagem do Evangelho segundo São Lucas (Lc 1,39).

O padre Alexandre Awi Mello recordou que Santiago de Compostela acolheu a edição internacional da JMJ, em 1989, deixando um legado para o futuro.

“Muitas das experiências que temos da Jornada Mundial da Juventude, até hoje, são fruto de uma experiência que começou em Santiago”, referiu.

O colaborador do Papa destacou o trabalho do Dicastério para os Leigos, Família e Vida na definição dos temas para as catequeses da JMJ 2023, com “algumas variações que podem existir, em relação a jornadas anteriores”.

“Há a preocupação de que seja uma experiência melhor, para os peregrinos. O Papa convidou-nos a ser criativos, originais, e é precisamente isso que nós queremos, também no que se refere à preparação espiritual”, concluiu.

A página oficial da JMJ Lisboa 2023 lançou um convite à participação dos jovens no evento que vai decorrer de 1 a 6 de agosto do próximo ano, elencando ‘10 Razões’ para a presença na capital portuguesa.

“Estar com o Papa”, “conhecer jovens de todo o mundo”, “fazer parte de uma peregrinação única” e “experimentar a verdadeira alegria de ser cristão” são as primeiras motivações elencadas, sublinhando que “a energia positiva da JMJ não tem igual”.

A organização fala de um “evento único” que permite criar memórias e “testemunhar a fé de diferentes culturas”.

Os jovens são convidados a viver um momento especial para “carregar baterias” na relação com Deus, “aprender a servir e amar”, para “melhorar o futuro, em conjunto” e “tomar decisões importantes”.

Seja qual for o papel que desempenhes na Jornada – peregrino ou voluntário – é provável que determinados acontecimentos, histórias, conversas, pessoas te irão tirar da tua zona de conforto. Aproveita esses abanicos ou abanões para rasgar os teus horizontes! A JMJ é um momento privilegiado para olhar em conjunto para o futuro!”.

A JMJ nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

A celebração assinala-se anualmente, a nível diocesano (atualmente na solenidade de Cristo-Rei, último domingo do ano litúrgico), e tem uma edição internacional, a cada dois ou três anos, numa grande cidade, para o encontro de jovens de todo o mundo com o Papa.

A 27 de janeiro de 2019, na conclusão da Jornada Mundial da Juventude na cidade do Panamá, Lisboa foi anunciada como sede do evento em 2022; a edição portuguesa acabou por ser adiada um ano, devido à pandemia de Covid-19.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, tendo depois passado pelas cidades de Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

OC

JMJ Lisboa 2023: «Nenhum jovem deixa de poder participar na jornada por razões económicas» – D. Américo Aguiar (c/fotos e vídeo)

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