Versão apresentada em Miranda do Douro

Bragança, 13 ago 2022 (Ecclesia) – A Diocese de Bragança-Miranda, que acolhe os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em agosto, lançou hoje a versão em mirandês do hino da JMJ Lisboa 2023.

Na Concatedral, após a Eucaristia presidida por D. Américo Aguiar, presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, uma criança (Rui Pedro Fernandes) cantou, a solo, a versão mirandesa da música “Há Pressa no Ar”.

“Gostei muito de cantar, em mirandês, o hino das JMJ Lisboa 2023. Ensaiei com o meu professor, Paulo Meirinhos, e também em casa com a minha família. E no próximo ano, claro que gostaria de ir a Lisboa para participar nesse grande encontro de jovens”, disse o cantor, natural de Miranda do Douro.

O mirandês é, desde 1999, a segunda língua oficial portuguesa.

“Esta letra foi muito bem traduzida, a métrica estava perfeita. Fizemos umas pequenas adaptações”, referiu Paulo Meirinhos, da Casa da Música Mirandesa.

Para o músico, sendo o Hino da JMJ cantado por jovens de todo o mundo, trata-se de “uma oportunidade de divulgar a língua mirandesa”.

“A tradução da letra foi coordenada pelo Município de Miranda do Douro numa parceria com a Associação da Língua Mirandesa, a Casa da Música Mirandesa e a Diocese de Bragança-Miranda”, indica uma nota de imprensa enviada à Agência ECCLESIA pelo Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais.

Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude passaram pelo Concelho de Miranda do Douro e depois da presença no Mosteiro Trapista de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, rumaram à cidade.

No final da celebração da Eucaristia a que presidiu na Concatedral, D. Américo Aguiar saudou a iniciativa de cantar, em mirandês, o hino das Jornadas Mundiais da Juventude Lisboa 2023, “Há pressa no ar”.

“Ao longo das 10 dioceses já visitadas temos visto uma crescente curiosidade, interesse e entusiasmo nas cidades, vilas, aldeias e nas famílias, por este grande encontro mundial de jovens que vai realizar-se em agosto de 2023, em Lisboa”, disse D. Américo Aguiar.

O presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 realçou que os jovens estão “disponíveis para acolher a boa notícia de que Cristo está vivo”.

“Temos de ser a Igreja em saída que vai ao encontro dos jovens e da população em geral, para anunciar as Jornadas Mundiais da Juventude, em Lisboa, no próximo ano”, acrescentou.

A peregrinação dos símbolos da JMJ prossegue na Unidade Pastoral S. José, em Torre de Moncorvo, e nas comunidades da Unidade S. Bartolomeu dos Mártires, em Alfândega da Fé, e Freixo de Espada-à-Cinta, que a 21 de agosto acolhe uma celebração com D. Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023; o responsável acompanha os símbolos até ao concelho de Bragança e preside às festas da Padroeira Nossa Senhora das Graças.

De Bragança, a Cruz e o Ícone mariano seguem para Izeda e Macedo de Cavaleiros onde vão estar nas Unidades Pastorais da Divina Misericórdia e de Santo Ambrósio.

A 27 de agosto, os símbolos regressam à Unidade Pastoral de Ansiães, seguindo para Mirandela (Unidades Pastorais Senhora do Amparo e Espírito Santo) e Vinhais (Unidade Pastoral Senhora da Encarnação).

“O périplo pela Diocese de Bragança-Miranda culmina com uma visita à extensa Unidade Pastoral de S. Bento, no concelho de Bragança, entre os dias 2 e 4 de setembro”, conclui a nota.

A entrega à Diocese de Vila Real vai acontecer em Chaves, na tarde do dia 4 de setembro.

A Cruz da JMJ foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens em abril de 1984 e marcou o início de uma peregrinação da juventude de todo o mundo; em 2000, o mesmo pontífice confiou aos jovens uma cópia do Ícone de Nossa Senhora ‘Maria Salus Populi Romani’.

A JMJ nasceu por iniciativa do após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, e desde então a JMJ já passou pelas seguintes cidades: Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

HA/OC

Notícia atualizada às 23h00 de 15.08.2022

 

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