Padre Stan Swamy, da Companhia de Jesus, foi preso pela autoridade antiterrorista indiana

Lisboa, 26 Jan 2021 (Ecclesia) – Cerca de cinquenta personalidades juntaram-se hoje ao provincial português dos Jesuítas, padre Miguel Almeida, numa carta aberta ao Embaixador da Índia em Portugal, para denunciar violações dos Direitos Humanos naquele país.

O texto, publicado no Diário de Notícias, faz referência ao caso concreto do sacerdote jesuíta Stan Swamy e de outros ativistas, realça uma nota da Companhia de Jesus enviada à Agência ECCLESIA.

A carta explica que o sacerdote indiano é um defensor da minoria Adivasis e que foi preso a 8 de outubro de 2020 pela autoridade antiterrorista (NIA), sob acusações de alegadas ligações maoístas; o mesmo já tinha acontecido com outros 15 defensores dos Direitos Humanos.

O padre Swamy tem 83 anos e trabalha há 50 anos em favor dos mais pobres e marginalizados da Índia, negando todas as acusações que lhe são feitas.

A carta sustenta que “diversos relatórios internacionais têm revelado sinais preocupantes no que respeita à ameaça aos direitos humanos e à liberdade religiosa na Índia”.

A missiva recorda que, “a 20 de outubro de 2020, Michele Bachelet, alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, fez uma declaração apelando ao Governo da Índia para garantir os direitos dos defensores dos direitos humanos no país, tendo referido nessa declaração a situação do padre Stan”.

O texto surge no contexto da celebração do Dia da República Indiana, que hoje se assinala e que celebra a entrada em vigor da Constituição daquele país.

Entre os subscritores estão D. José Ornelas (bispo de Setúbal e presidente da Conferência Episcopal), o general António Ramalho Eanes (antigo presidente da República) e João Bosco Mota Amaral (antigo presidente do Governo Regional dos Açores e da Assembleia dos República).

LFS/OC

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