Jerusalém: Patriarca latino apela à esperança perante cenário de guerra

Cardeal Pizzaballa presidiu à Vigília Pascal na Basílica do Santo Sepulcro, com participação limitada

Foto: Vatican Media

Jerusalém, 04 abr 2026 (Ecclesia) – O patriarca latino de Jerusalém apelou hoje à reconciliação e à superação do medo, durante a homilia da Vigília Pascal celebrada na Basílica do Santo Sepulcro.

“Digo-o claramente: também nós, hoje, celebramos com uma fé frágil, que foi posta à prova, talvez cansada… mas ainda de pé. Não porque sejamos fortes, mas porque Alguém nos sustenta aqui”, referiu o cardeal Pierbattista Pizaballa, numa celebração com participação limitada.

O responsável católico assumiu os desafios enfrentados pela comunidade local perante o impacto do conflito no Médio Oriente, sublinhando que a celebração litúrgica decorre num contexto de fragilidade.

“Hoje, esta questão levanta-se em toda a Terra Santa e em todos os lugares do mundo marcados pela violência. E a resposta não é uma proclamação vazia, mas um acontecimento real: a pedra foi rolada. Não pela nossa própria força, mas pelo poder do amor de Deus, que é mais forte do que a morte”, assinalou o patriarca latino, numa intervenção divulgada online.

A homilia recorreu ao relato bíblico sobre a pedra do túmulo de Cristo para responder às interrogações práticas sobre o futuro da Terra Santa e de outras regiões fustigadas pela guerra.

Se aqui, hoje, há uma ‘pedra’ que podemos verdadeiramente rolar, é a que pesa nos nossos corações — a pedra da resignação, do ressentimento, da desconfiança.”

O líder religioso encerrou a cerimónia com um convite direto ao testemunho ativo dos crentes, instando à promoção de sinais de paz perante as dificuldades e a hostilidade mundiais.

“E esta é a mensagem de Páscoa, aqui do Santo Sepulcro: não fiquemos parados perante as pedras do mundo, mas tornemo-nos — na medida das nossas capacidades — ‘pedras vivas’, sinais de reconciliação, artesãos de esperança, testemunhas de uma vida que a morte já não pode extinguir”, concluiu.

No contexto da guerra em curso e das restrições impostas pelas autoridades israelitas, a Missa teve participação limitada a um grupo restrito de pessoas, incluindo os frades franciscanos da Custódia da Terra Santa que vivem no mosteiro do Santo Sepulcro, chamado pelos cristãos locais de “igreja da ressurreição”.

OC

Partilhar:
Scroll to Top