Marcelo Rebelo de Sousa enviou uma mensagem aos 800 portugueses participantes e ofereceu uma Bandeira Nacional para marcar presença em todas as cerimónias

Lisboa, 22 jul 2019 (Ecclesia) – Mafalda Benido, escuteira que participa no 24º Jamboree que hoje inicia nos EUA, disse à Agência ECCLESIA que o encontro mundial de escuteiros é uma atividade “única” e vai servir para perceber “como o Mundo se pode tornar melhor”.

“Perceber como o Mundo se pode tornar melhor, numa partilha de experiências, de atividades diferentes de país para país, adaptando à realidade de cada um, dá sempre para deixar a nossa marca para que o Mundo seja melhor ao longo dos tempos”, afirmou.

Mafalda Benido referiu que o tema do Jamboree, que decorre entre os dias 22 de julho e 2 de agosto na Virgína Ocidental, Estados Unidos da América, é um desafio colocado a todos os escuteiros, com ações concretas para deixar o “planeta melhor”.

“Vamos deixar de ter guias de campo impressos em papel, é tudo à base de aplicações, mesmo a parte das refeições é gerida por aplicação para promover a proteção do planeta e menor desperdício possível”, exemplificou.

O 24º Jamboree mundial tem como tema “Unlock a New World” e vai proporcionar  uma experiência entre 45 mil escuteiros, onde cada um constitui “uma mais valia” para a construção de um “novo mundo”.

“Não será só a preocupação do aquecimento global, mas também viver com mais tolerância, por exemplo. Neste Jamboree temos uma área de fé e religiões, que podem conhecer mais e é essa zona que se tenta empolgar para que se possa viver o mesmo ideal, religiões diferentes mas que nos podemos respeitar mutuamente”, destaca Mafalda Benido.

A jovem do contingente português, que integra a equipa de serviço neste Jamboree, afirma que estes encontros mundiais servem para o “crescimento na fé e como pessoa, uma formação única que também prepara para fora do escutismo”.

“Vão ser 12 dias em que estão todos juntos, 24 sobre 24 horas, com pessoas que só estão aos fins de semana e isso gera alguns conflitos. Vão ter de resolver e isso faz com que cresçam”, sublinhou.

“É um contributo grande! Vêm com novo espírito e nova dimensão do escutismo que vão transportar para as suas equipas e agrupamentos locais. O CNE só tem a ganhar com isso e Portugal também”, acrescentou.

António Carvalhais, é do Agrupamento marítimo 929-Belém e vai participar neste Jamboree, onde pretende “conhecer as novas culturas ali representadas” e experimentar outras atividades.  

“Gostava do rafting e gostava do slide que é o maior do mundo e o arvorismo que é bastante puxado”, afirma. 

Já Joana Gonçalves pertence ao Agrupamento 80 de Santa Maria de Belém e segue para o Jamboree com grandes expectativas para atividades que “nunca” viveu.

“Adorava fazer rafting, que nem sempre é possível fazer cá, o mergulho e a escalada e gostava de experimentar o slide”, aponta. 

Num encontro mundial há sempre espaço para dar a conhecer a cultura portuguesa e o contingente português preparou uma “food house”, um espaço onde várias equipas irão estar a preparar pratos típicos. 

“Vais haver pratos típicos que podem ser provados e comprados por todos e também levamos para o stand português jogos tradicionais, como o jogo da malha e um jogo de cheiros”, adianta Mafalda Benido.

Associando-se ao contingente que representa Portugal no 24º Jamboree, o presidente da República enviou uma mensagem aos participantes e ofereceu uma Bandeira Nacional para acompanhar a delegação portuguesa “em todas as cerimónias” do acampamento mundial de escuteiros.

“Gostaria de agradecer ao movimento do escutismo tudo aquilo que tem dado a Portugal e aos Portugueses. Um movimento que sempre conseguiu transmitir aos jovens valores de solidariedade, justiça, compreensão e entrega aos outros”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

HM/SN/PR

 

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