«Rezei e rezo pelas vítimas», escreveu um ano depois do desabamento da ponte Morandi

Foto: EPA / Luca Zennaro

Cidade do Vaticano, 13 ago 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse aos habitantes de Génova que não os esqueceu e continua a rezar, que “a resposta de Deus à dor foi a proximidade”, um ano depois do desabamento da ponte Morandi que matou 43 pessoas.

“Quero dizer-lhes que não os esqueci, que rezei e rezo pelas vítimas”, escreveu o Papa, assinalando que “as pobres palavras humanas resultam inadequadas” perante acontecimentos como o que atingiu a cidade italiana a 14 de agosto de 2018.

O sítio ‘Vatican News’ informa que Francisco afirmou que “não” tem “respostas” porque depois dessas tragédias “só se pode chorar, permanecer em silêncio” e interrogar sobre a razão da fragilidade daquilo que se constrói “e, sobretudo, rezar”.

“Foi uma ferida infligida no coração da cidade, uma tragédia para quem perdeu os próprios parentes, um drama para os feridos, um evento assustador para quem foi obrigado a deixar as próprias casas vivendo como deslocado”, desenvolveu numa carta ao jornal ‘O Século XIX’.

Segundo Francisco, a resposta de Deus à dor das pessoas foi “a sua proximidade, uma presença que acompanha, que não deixa sós” e realçou que sabia que depois de uma grande tragédia que “feriu famílias e a cidade souberam reagir, levantar-se e olhar para frente”.

“Não percam a esperança”, pediu o Papa que referiu ainda que “sempre” que pensa em Génova é no seu porto, no lugar de onde partiu o seu pai: “Penso na fadiga quotidiana, na vontade obstinada e nas esperanças dos genoveses”.

Logo no dia 15 de agosto de 2018, o Papa Francisco rezou pelas vítimas da queda da ponte Morandi e manifestou “proximidade espiritual” aos familiares e feridos, após a oração do ângelus na solenidade litúrgica da Assunção de Maria, na Praça de São Pedro.

CB

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