Diocese de Beja organizou conferência sobre «Permanecer Humanos: Dignidade, Tecnologia e Futuro Comum» com diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.
Beja, 04 jul 2026 (Ecclesia) – A Biblioteca José Saramago, em Beja, acolheu, no dia 3 de julho, a conferência «Permanecer Humanos: Dignidade, Tecnologia e Futuro Comum», proferida pelo padre Luís M. Figueiredo Rodrigues, diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.
A iniciativa reuniu cerca de 60 participantes e foi organizada pela Diocese de Beja, através da Escola de Cultura Teológica, e pela Câmara Municipal de Beja, numa reflexão sobre os desafios da inteligência artificial à luz da encíclica ‘Magnifica Humanitas’, do Papa Leão XIV.
Partindo da questão «Que tipo de humanidade queremos construir?», o conferencista afirmou que o desafio “não está apenas no desenvolvimento tecnológico, mas em orientá-lo para o serviço da pessoa humana e do bem comum”.
Na conferência, o orador apresentou a Doutrina Social da Igreja como uma “gramática da dignidade humana” perante os desafios da economia digital e do poder tecnológico.
Ao recorrer às imagens bíblicas de Babel e de Jerusalém, contrapôs uma lógica de uniformização e domínio a um futuro assente na participação, na corresponsabilidade e no bem comum.
A questão decisiva “não é ser favorável ou contrário à inteligência artificial, mas discernir a sociedade que se pretende construir através dela”.
Na preleção foram abordados os benefícios da inteligência artificial na saúde, educação, investigação e administração, alertando-se para “riscos como a perda do pensamento crítico, opacidade das decisões e aumento das desigualdades”.
A sessão contou com a presença de D. Fernando Paiva, Bispo de Beja.
LFS
