D. Rui Valério presidiu a Missa de memória e de comunhão com todos os militares que estão no combate aos fogos

Porto, 15 jul 2022 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança disse hoje que “Portugal é uma dramática frente de batalha”, por causa dos incêndios que atingem o país, agradecendo o serviço dos militares da Guarda Nacional Republicana no combate aos fogos.

“Colocais em risco a vossa própria vida, para salvar a vida dos portugueses: eis a maior honra que, enquanto Guarda Nacional Republicana, prestais à pátria e retribuis à vossa padroeira”, disse D. Rui Valério, na igreja dos Carmelitas, Porto.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) celebra a sua padroeira Nossa Senhora do Carmo, este sábado, 16 de julho, mas devido aos incêndios e ao envolvimento de toda a corporação no seu combate, as celebrações litúrgicas foram concentradas numa única Eucaristia, celebrada esta manhã.

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, o bispo do Ordinariato Castrense assinala que “os fogos são o terrível inimigo de populações inteiras, da natureza, da vida, enfim da pátria”.

De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), os incêndios dos últimos dias em Portugal afetaram pelo menos 60 habitações, anexos, garagens e outras infraestruturas.

D. Rui Valério agradeceu a todos os que, “prontamente, disseram ‘sim’ para combater, e prevenir esse maléfico traidor”, desejando que a pátria recompense os militares da GNR, e Nossa Senhora do Carmo “proteja Portugal, acompanhe a Guarda Nacional Republicana”.

O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança explicou que a celebração em honra da padroeira da Guarda Nacional Republicana, Nossa Senhora do Carmo, é uma ocasião propícia para “reencontrar a sua essência e a sua mística”.

“A sua excelsa presença nesta corporação realiza-se misticamente na certeza da ação protetora que exerce junto e com os que servem a Lei e a Grei na disponibilidade e dedicação, mas também se manifesta nas atitudes, nos gestos, na postura que inspira a nível pessoal e institucional”, realçou, refletindo na homilia sobre a “encarnação dos principais padrões típicos” de Nossa Senhora “na ação, vida e identidade” da GNR.

Segundo D. Rui Valério, hoje, o que mais atrai é reconhecer que a Guarda “cultiva o zelo pelos alicerces estruturantes do Estado de Direito”, para além de zelar pela segurança dos cidadãos, dos seus haveres, do cuidado pela salvaguarda e proteção de aldeias e vilas, de garantir proteção a quem viaja, de estar ativamente envolvida no combate aos incêndios.

“Neste dia dedicado à Senhora do Carmo gostamos de considerar que cada posto, cada sede de Comando Territorial é como um Monte, resistente às coações e resistente aos que nos querem manipular ou, até, controlar”, salientou o bispo.

CB/OC

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