Igreja/Sociedade: Ecónomo da Diocese do Porto preocupado com conjuntura da «guerra, as necessidades das famílias»

Padre Samuel Guedes explica que fazem sustentabilidade com rentabilização do que têm «para poder servir mais e melhor»

Foto João Lopes Cardoso/Diocese do Porto, Padre Samuel Guedes

Porto, 25 mar 2026 (Ecclesia) – O ecónomo da Diocese do Porto afirmou que acompanha “com muita preocupação” a conjuntura económica atual, as guerras que têm repercussões a nível mundial, e que afetam a sociedade, as famílias, e a ação e missão da Igreja.

“Nesta minha responsabilidade de ecónomo da diocese tenho que garantir o percurso, o caminho, o desenho para poder responder não só a esta obra que tem um número significativo, mas a todas as estruturas da Diocese, como os colégios, como a vida pastoral, que também gasta dinheiro, como as outras estruturas que estão sob a minha responsabilidade como ecónomo”, disse o padre Samuel Guedes, à Agência ECCLESIA, numa entrevista sobre as obras no Seminário Maior.

O sacerdote que tem a responsabilidade de ser o ecónomo da Diocese do Porto afirma que está preocupado com a atual conjuntura económica: “Preocupa-me a guerra, preocupa-me as necessidades das famílias”, e, portanto, hoje em dia não se podem fazer peditórios e formas de angariação de fundo como há 20 ou 30 anos atrás. (20:39) Eu fui

“Precisamos olhar para aquilo que é o nosso património, como o podemos rentabilizar, como podemos ir buscar fundos, para a sustentabilidade daquilo que são as estruturas da diocese, físicas, mas também para a resposta que a diocese tem que dar na sua missão.”

Segundo o padre Samuel Guedes, que foi pároco durante 25 anos e construiu “três equipamentos sociais”, hoje, não se podem fazer peditórios e angariações de fundos como há duas ou três décadas, por isso, têm de levar novas formas de “rentabilidade” para a sua missão, ou não conseguem “fazer a missão”.

“Ou olhamos para o mundo, para as necessidades que o mundo nos traz, a problemática toda que gira à nossa volta, e tentamos formas de trazer rentabilidade para a nossa missão, ou então não conseguiremos fazer a nossa missão. Não falo só naquilo que é a pregação, a vida pastoral, também a nossa forma de estar no mundo com a caridade”, desenvolveu.

O entrevistado acrescenta que “batem à porta” da Diocese do Porto “muitas pessoas, muitas situações”, para além das obras sociais que têm no terreno e que, “muitas vezes, também da diocese, da parte central, é preciso colaborar e ajudar”.

Neste sentido, o padre Samuel Guedes, que tinha estado a “despachar alguns donativos”, cartas de várias partes do mundo que não querem “deixar de ajudar e colaborar”, realça que fazem “sustentabilidade também para essa missão” como o resto do mundo faz, “olha para aquilo que tem e vai rentabilizar para poder servir mais e melhor”.

A Diocese do Porto assinalou o início oficial das obras de reabilitação do seu Seminário Maior, num investimento de 16 milhões de euros que inclui a criação de uma unidade hoteleira para garantir a sustentabilidade do projeto, no dia 7 de março.

O plano de financiamento para este projeto, que tem um prazo de execução de dois anos, envolveu a rentabilização de bens, o recurso à banca, e a venda prévia de património.

CB/OC

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