Decreto vai ser lido este domingo na catedral bracarense, pelo cardeal Angelo Becciu

Viana do Castelo, 06 nov 2019 (Ecclesia) – As dioceses de Viana do Castelo e Braga vão celebrar no sábado e domingo a canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires, decidida pelo Papa Francisco.

Este sábado, pelas 21h00, realiza-se na Igreja de São Domingos (Viana do Castelo) uma vigília de oração junto ao túmulo de São Bartolomeu dos Mártires; no domingo, dia pelas 15h30, celebra-se a Eucaristia de ação de graças na catedral da Arquidiocese de Braga, que será presidida pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Becciu, com a leitura do decreto de canonização.

O anúncio da canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires aconteceu a 6 de julho deste ano; no texto publicado pela Sala de Imprensa da Santa Sé refere-se que o Papa Francisco “aprovou os votos favoráveis” dos membros da Congregação para as Causas dos Santos e estendeu o culto litúrgico em honra ao arcebispo português a toda a Igreja, “inscrevendo-o no livro dos santos” por “canonização equipolente” (dispensando o milagre requerido após a beatificação).

O arcebispo português, que se afirmou como uma das vozes de referência no Concílio de Trento (1543 – 1563), foi declarado venerável a 23 de março de 1845, pelo Papa Gregório XVI, e beatificado a 4 de novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II.

Frei Bartolomeu dos Mártires, de seu nome Bartolomeu Fernandes, nasceu em Lisboa a 3 de maio de 1514; foi arcebispo de Braga numa ocasião em que a arquidiocese incluía os territórios das dioceses de Braga, Bragança, Vila Real e Viana do Castelo.

O novo santo destacou-se pela sua missão pastoral à frente das comunidades católicas do Minho e de Trás-os-Montes, com especial relevo para o seu gosto pelas visitas pastorais às populações, a que dedicava grande parte do seu tempo.

Ao longo do seu percurso, D. Frei Bartolomeu dos Mártires ficou conhecido pela sua preocupação com a estruturação da Igreja Católica local, do clero às comunidades católicas, e pelo seu empenho nas causas sociais, de modo particular junto dos mais pobres e doentes, Depois de resignar em 1582, por motivos de idade, Frei Bartolomeu dos Mártires viria a falecer em 1590, no Convento de Santa Cruz, em Viana do Castelo.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) saudou o anúncio da canonização de D. Frei Bartolomeu dos Mártires, considerado um “grande modelo para a renovação da Igreja”.

A CEP publicou uma nota pastoral a 1 de maio de 2014, por ocasião dos 500 anos do nascimento (1514-1590) do antigo bispo da região que compreendia as atuais dioceses de Bragança-Miranda, Braga, Viana do Castelo e Vila Real.

No documento, os bispos portugueses realçavam que D. Frei Bartolomeu dos Mártires, “tendo vivido em tempos de uma enorme crise epocal, dentro e fora da Igreja, pode e deve ser visto como testemunha” para se acreditar que “a evangelização e as reformas na Igreja não só são necessárias como possíveis”.

Também o presidente da República se congratulou com a canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires e afirmou que o antigo arcebispo de Braga é um “exemplo” para os crentes e um “orgulho” para “todos os portugueses”.

O programa 70X7 deste domingo (17h45, RTP2) vai ser dedicado ao novo santo português, dando a conhecer algumas facetas e memórias de São Bartolomeu dos Mártires.

LFS/OC

Quando o Papa declara a santidade do Beato Bartolomeu dos Mártires está a dizer a toda a Igreja, e de um modo particular aos cristãos das dioceses que ele serviu (Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança), que não só não devemos ter medo da santidade como devemos assumir um compromisso, pessoal e comunitário, de santidade”.

D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga

Nota Pastoral por ocasião do anúncio da canonização do Beato Bartolomeu dos Mártires

Igreja: Portugal tem um novo santo

 

 

 

 

 

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