Homilias de responsáveis diocesanos deixaram alertas

Lisboa, 01 jun 2018 (Ecclesia) – A celebração da solenidade do Corpo de Deus, esta quinta-feira, ficou marcada por mensagens em defesa da vida e da transformação social, nas várias dioceses portuguesas.

“A Igreja deseja e luta diariamente por um projecto de renovação do mundo e da sociedade. É em grupo que reconhecemos o valor da vida como algo que não nos pertence. Ela deve ter dignidade em todos momentos, particularmente na fase terminal. Importa trabalhar para que todos os portugueses tenham um final de vida natural e com dignidade, onde não faltam todos os cuidados que a medicina e a psicologia hoje nos oferecem”, disse em Braga D. Jorge Ortiga, arcebispo primaz, poucos dias depois do ‘chumbo’ do Parlamento à despenalização da eutanásia.

Em Lisboa, D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca, sustentou que os cristãos devem ser sinal de esperança para o mundo.

“É uma imensa graça e uma grande responsabilidade. Somos sinal vivo da sua presença ressuscitada e ressuscitadora no mundo que é o nosso e que, também por nós, é o seu”, referiu, na Sé de Lisboa; as ruas da cidade acolheram, depois, a tradicional procissão com o Santíssimo Sacramento.

Mais a norte, D. Manuel Linda, bispo do Porto, exortou os fiéis para a centralidade da Eucaristia na fé cristã, que “impulsiona novas formas de vida e novas formas coletivas de procura”.

“A nossa sociedade tem fortes débitos de esperança”, advertiu.

Já o bispo do Funchal, D. António Carrilho, propôs uma maior atenção aos doentes, “nas suas casas ou nos hospitais”, aos pobres, aos que precisam de “uma presença amiga ou palavra de conforto”, aos presos, às famílias com maiores problemas, os idosos, os jovens e as crianças.

“Cristo a todos atrai e abraça no Seu amor, especialmente os mais frágeis”, declarou.

D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra, recordou a importância da participação na Missa dominical: “Ao longo dos séculos e ainda hoje, a participação na Eucaristia dominical constitui um momento essencial da manifestação e preservação da identidade cristã. Não há Igreja sem Eucaristia e não se pode ser cristão sem se celebrar a Eucaristia, esse único mistério da comunhão de Deus connosco, de nós com Deus e uns com os outros”.

Em Santarém, D. José Traquina disse que “a Eucaristia é fonte de renovação”.

“Refaz-nos na comunhão com Cristo, na mesma Aliança de Amor; refaz-nos na missão que o Senhor nos confia na sua Igreja, no seio da família, no voluntariado, na dedicação de maior perfeição no trabalho que tivermos de realizar. Não esquecemos que é nesta fonte de vida que se alimentam espiritualmente todos os religiosos e religiosas, os matrimoniados e aqueles que se dedicam a cuidar dos pobres”, disse.

OC

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