Leão XIV mantém tradição de passar dia de descanso em residência pontifícia, nos arredores de Roma

Castel Gandolfo, Itália, 17 mar 2026 (Ecclesia) – O Papa cumprimentou hoje dezenas de pessoas, ao sair da residência pontifícia em Castel Gandolfo, arredores de Roma, onde passou o dia semanal dedicado ao descanso e estudo.
Leão XIV regressou ao Vaticano pouco depois das 20h30 locais (menos uma em Lisboa), mas as primeiras pessoas começaram a reunir-se junto à ‘Villa Barberini’ cerca de duas horas antes, resistindo ao frio com cânticos e gritos de saudação ao pontífice, em italiano e espanhol.
Em declarações à Agência ECCLESIA, duas das presentes destacaram a proximidade do Papa, que saiu diretamente de casa ao encontro da população, sem falar aos jornalistas.
A espanhola Beatriz relatou a sua reação no momento do encontro: “Bem, senti muita força e muita alegria ao vê-lo.”
O encontro na noite de terça-feira tem sido habitual, no pontificado de Leão XIV, que se desloca até Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, para um contacto mais próximo com a natureza.
Beatriz descreveu a forma como o Papa se apresentou perante a pequena multidão que esperava por ele.
“Sim, sim, muito próximo, super próximo e carinhoso”, relatou.


Já a mexicana Mónica referiu o estilo de atuação do pontífice, assinalando a sua experiência pastoral como missionário, no Peru.
“Nota-se que foi um pastor que esteve no meio das pessoas, demonstra-o, não é? Ou seja, sai a caminhar, cumprimenta as pessoas, vê-se que é algo que também lhe dá vida, ele precisa disso”, assinala.
Leão XIV vai realizar uma visita pastoral à Espanha, de 6 a 12 de junho de 2026, com passagens por Madrid, Barcelona e Ilhas Canárias, facto que gerou entusiasmo particular para Beatriz.
“Há muito tempo que o Papa não vem a Espanha”, referiu, manifestando o desejo de receber o pontífice, nessa viagem.
Os espaços da residência pontifícia de Castel Gandolfo, a 25 quilómetros de Roma, incluem desde 2016 um polo museológico aberto ao público
Castel Gandolfo, nas margens do lago Albano, é escolha dos Papas para o período estival desde Urbano VIII (1623-1644), num castelo que pertence à Santa Sé, com direito de extraterritorialidade.
Cada castelo da região tem o nome do senhor da fortaleza – no caso da residência pontifícia era a família Gandulfi, natural de Génova.
Cerca de 1200, os Gandulfi construíram o seu pequeno castelo que, no século seguinte passou para a família Savelli, a qual manteve esta edificação até 1596; nesse ano, por causa de uma dívida que a família não conseguiu pagar ao Papa Clemente VIII (1592-1605), a propriedade passou para o pontífice e, em 1640, foi declarada propriedade inalienável da Santa Sé.
João Paulo II, Papa entre 1978 e 2005, passou vários períodos do ano em Castel Gandolfo e Bento XVI (2005-2013) costumava passar as suas férias de verão nesta localidade, que o acolheu nas primeiras semanas após a renúncia ao pontificado.
OC
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