Celebração na Sé Nova de Coimbra teve transmissão online

Foto: Ricardo Perna/Ponto SJ

Coimbra, 05 jul 2020 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra presidiu hoje, na Sé Nova da diocese, à ordenação de três sacerdotes da Companhia de Jesus em Portugal (Jesuítas), que convidou a estar “profeticamente atentos” ao que se passa na Igreja e na sociedade.

“A ordenação sacerdotal é sempre um momento alto na vida da Igreja”, assinalou D. Virgílio Antunes, que pediu “sacerdotes segundo o coração de Deus”.

A celebração das ordenações contou com a presença novo provincial dos Jesuítas, padre Miguel Almeida, que foi saudado pelo bispo de Coimbra: “Todos pedimos a Deus pela fecundidade do seu serviço”.

A Sé Nova de Coimbra foi a igreja do Colégio dos Jesuítas, durante 150 anos, onde se formaram vários missionários da Companhia de Jesus.

Dado o contexto de pandemia, a Eucaristia teve acesso restrito, contando com transmissão online.

O bispo de Coimbra desafiou os novos sacerdotes a abrir as portas ao “anúncio integral da Boa Nova”, com palavras e com a própria vida.

“A gratidão a Deus é uma das marcas mais fortes na vida do padre”, que deve levar ao “compromisso de dar a vida”, assinalou ainda.

D. Virgílio Antunes sublinhou a necessidade de tocar o “coração da humanidade”, com todos os seus “cansaços e opressões” e “aspirações espirituais”.

Foto: Ricardo Perna/Ponto SJ

O responsável católico destacou aos jesuítas que estar na Companhia de Jesus significa acolher “uma graça específica” e citou um texto publicado no seu portal online, ‘Ponto SJ’, sobre “Ser padres à maneira dos apóstolos”, com um modelo de “evangelização integral”, que compreenda o seu carácter sacerdotal como serviço da fé e promoção da justiça, diálogo com a cultura e o cuidado da casa comum.

“Entrai no coração de Deus, entrai no coração da humanidade”, concluiu.

No início da celebração D. Virgílio Antunes agradeceu aos novos padres – António Pamplona, João Sarmento e Nelson Faria – pelo seu percurso e o “sim” dado a Deus e à Igreja Católica.

António Pamplona tem 37 anos e é natural do Porto; João Sarmento tem 32 anos e também é natural do Porto; Nelson Faria tem 37 anos e é natural de Lisboa.

O padre Miguel Almeida disse à Agência ECCLESIA que o dia foi de “grande festa”, independentemente das limitações que existem para as manifestações exteriores, porque a ordenação sacerdotal é “o grande símbolo do serviço às pessoas”.

“Ser ordenado num tempo destes em que não se pode fazer festa é um símbolo forte de estar ao serviço daqueles para quem a vida não é festa”, assinalou o religioso jesuíta.

Considerou uma “grande graça” começar o seu mandato como provincial com três ordenações sacerdotais, destacando a importância de fazer propostas com “exigência” às novas gerações.

“Para nós, é bem claro que a juventude é uma fase crucial”, acrescentou o padre Miguel Almeida.

LFS/OC

Notícia atualizada às 14h00 de 06.07.2020

João Sarmento, um dos novos sacerdotes, falou à Agência ECCLESIA do seu percurso de aproximação à Companhia de Jesus, com quem contactou pela primeira vez num projeto social na localidade açoriana de Rabo de Peixe (ilha de São Miguel).

Natural do Porto, de uma família com 8 irmãos, o antigo estudante de Belas Artes passou por vários movimentos da Igreja Católica depois de uma “conversão forte, aos 17, 18 anos”.

O novo sacerdote destaca a importância do contacto com a Companhia de Jesus, no contexto universitário, uma marca comum na vida dos três padres ordenados este domingo.

“Todas as instituições têm de fazer um esforço grande para adaptar a linguagem à realidade que encontram”, observa.

O ‘Ensemble Moços do Coro’, que promove a preservação e dignificação da música sacra, lançou a 1 de julho o seu mais recente trabalho videográfico dialogando a sua expressão musical com a arte plástica do padre João Sarmento, pintor; o trabalho foi concluído pela designer gráfica Rita RA.

“O trabalho de colaboração entre estas três áreas foi muito interessante”, relata o jesuíta.

 

 

Ordenações

Em termos de participantes, as ordenações estão sujeitas às mesmas restrições e condicionamentos da Missa dominical.

  1. Com mais do que um candidato, terá de haver procedimentos de higienização entre a realização dos gestos que impliquem contacto com cada ordinando.
  2. A imposição das mãos, em silêncio, do Bispo ordenante sobre a cabeça dos ordinandos, requerida para a validade da ordenação, não terá contacto físico.
  3. Na ordenação de novos presbíteros, reduza-se a representação do presbitério (membros do Cabido, formadores do Seminário, párocos de naturalidade, de residência e de estágio…); só esses farão o gesto da imposição das mãos, mas sem estabelecer contacto físico com os ordinandos (tal não é requerido ad validitatem); na saudação de acolhimento na Ordem, o abraço da paz será substituído por uma vénia recíproca coletiva.
  4. Na ordenação dos diáconos, reduza-se a presença dos demais diáconos ao mínimo indispensável para a liturgia estacional. Na saudação de acolhimento na Ordem, o abraço da paz será substituído por uma vénia recíproca coletiva.
  5. Antes e depois do gesto de obediência (mãos nas mãos) e da unção, ordinandos e Bispo higienizarão as mãos.
  6. Os presbíteros e diáconos que auxiliarem os recém-ordenados a revestir-se com os paramentos da sua ordem também higienizarão as mãos.

Orientações da Conferência Episcopal Portuguesa para a celebração do Culto público católico no contexto da pandemia COVID-19, de 8 de maio de 2020

 

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