«A Caminho da Páscoa com Santa Edith Stein» é proposta de reflexão

Fátima, 06 mar 2019 (Ecclesia) – A Província Portuguesa dos Carmelitas Descalços começa hoje a dinamizar o retiro online da Quaresma “ajudados” pelos “textos e a vida” da Santa Teresa Benedita da Cruz, mais conhecida como Edith Stein, co-padroeira da Europa.

Num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, os religiosos explicam que nesta quarta-feira de Cinzas é enviada uma introdução ao retiro que tem continuidade “todas as sextas-feiras” através de um email com “um comentário à primeira leitura de domingo”, textos de Edith Stein com “pistas de reflexão”, um resumo áudio e um calendário da Quaresma para “orar diariamente, tal como pistas para pôr em prática”.

“Propor um retiro online é oferecer uma proposta espiritual a todos, especialmente às pessoas que não podem fazer retiros no decorrer do ano”, explicam.

Os Carmelitas Descalços Portugueses realçam também que esta iniciativa é uma possibilidade de “propor o Evangelho às «periferias existenciais»”, como aconteceu com pessoas detidas nos Camarões que, em 2012, fizeram o retiro com textos fotocopiados que uma religiosa levava para a prisão.

Os religiosos informam para participar e receber os conteúdos é necessário preencher o formulário de inscrição, em www.webretiro.karmel.at.

O comunicado destaca que os retiros online são preparados com “o mesmo nível de exigência e de profundidade” que um tempo de retiro espiritual em deserto e convidam a “tirar um tempo para se desligar, para se viver um tempo de leitura espiritual e de oração na solidão”, sendo que o formato semanal permite “uma certa leveza e distanciamento face à tecnologia”.

O retiro «A Caminho da Páscoa com Santa Edith Stein» foi traduzido para português por vários membros da Família Carmelita e Teresiana portuguesa, sobretudo Carmelitas Seculares, tendo sido preparado por frei Philippe Hugelé, do Convento de Avon, com uma equipa de Carmelitas.

Edith Stein, filha de pais judeus, nasceu dia 12 de outubro de 1891, na Alemanhã; converteu-se à Igreja Católica e foi batizada 1 de janeiro de 1922, tendo professado votos religiosos na Ordem das Carmelitas Descalças em 1933, com o nome Teresa Benedita da Cruz; Fugiu para a Holanda por causa da perseguição aos judeus, foi presa pelas forças nazis e enviada para o campo de concentração de Westerbork e depois para Auschwitz, com a sua irmã Rosa.

A religiosa seria morta a 9 de agosto de 1942, sendo considerada “mártir” pela Igreja Católica; foi beatificada por João Paulo II a 1 de maio de 1987 e no ano de 1998 foi canonizada pelo mesmo Papa, que em 1999 a declarou co-padroeira da Europa.

Os Carmelitas Descalços Portugueses assinalam ainda que noutros países a Ordem religiosa já promove retiros através da internet “há mais tempo” como a França e a Áustria, que coordena a preparação da proposta espiritual, em diversos línguas, “a última a aderir foram os irmãos do Iraque”.

CB/OC

 

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