Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização organizou encontro sobre «Catequese e Catequistas para a Nova Evangelização», reflexão que quer levar às Conferências Episcopais

Foto: Vatican News

Cidade do Vaticano, 17 set 2021 (Ecclesia) – O Papa Francisco afirmou hoje que a evangelização e a catequese não são “relíquias”, devem estar “vivas”, o que exige “ouvir as pessoas, a sua cultura e história”.

“Isso exige saber ouvir as pessoas, os povos a quem se anuncia: ouvir a sua cultura, a sua história; escuta não superficial, a pensar já nas respostas pré-embaladas que temos na pasta, não! Escute realmente e compare essas culturas, essas línguas, também e sobretudo o não dito, o não expresso, com a Palavra de Deus, com Jesus Cristo, o Evangelho vivo”, pediu esta manhã, na audiência com os participantes do encontro promovido pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização sobre «Catequese e Catequistas para a Nova Evangelização».

Aos presentes Francisco afirmo, num discurso publicado pela Sala de imprensa da Santa Sé, que a “grande tradição cristã do continente não deve tornar-se uma relíquia histórica”, caso contrário, “deixa de ser tradição”.

“A tradição está viva ou não. E a catequese é tradição, mas viva, de coração a coração, de mente a mente, de vida a vida. Portanto: apaixonado e criativo, com o impulso do Espírito Santo”, acrescentou.

Os participantes na audiência estiveram reunidos para analisar o Diretório para a Catequese, publicado em 2020, numa iniciativa que se vai estender a outras conferências episcopais, “para que o caminho comum da catequese seja enriquecido pelas numerosas experiências locais”, afirmou o Papa.

A partir da viagem recente a Budapeste, para encerrar o Congresso Eucarístico Internacional, Francisco explicou que “o empenho da catequese pode ser eficaz na obra de evangelização se mantiver o olhar fixo na Eucaristia”, evidenciando a celebração do sacramento como “o lugar privilegiado” da catequese.

O Papa apresentou o catequista como “testemunha que se coloca ao serviço da comunidade cristã, para apoiar o aprofundamento da fé no concreto da vida quotidiana”.

“São pessoas que anunciam o Evangelho da misericórdia sem se cansar; Pessoas capazes de criar os necessários vínculos de acolhimento e de proximidade que nos permitem saborear melhor a Palavra de Deus e celebrar o mistério eucarístico oferecendo os frutos das boas obras”, desenvolveu.

O ministério de catequista, sublinhou, foi criado para fazer despertar nas comunidades cristãs,  “esta vocação” e a experiência do serviço de alguns homens e mulheres que, “ao viver a celebração eucarística, sentem a paixão de transmitir a fé de forma mais viva como evangelizadores”.

Francisco explicou que a catequese não é uma “comunicação abstrata de conhecimentos teóricos a memorizar como se fossem fórmulas matemáticas ou químicas”, mas a “experiência mistagógica de quem aprende a encontrar os seus irmãos onde vivem e trabalham, porque eles próprios encontraram Cristo, que os chamou a serem discípulos missionários”.

“Devemos insistir em apontar para o coração da catequese: Jesus Cristo ressuscitado te ama e nunca te abandona! Este primeiro anúncio nunca pode nos tornar cansados ​​ou repetitivos nas várias fases do caminho catequético”, sublinhou.

LS

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