Novo bispo auxiliar de Lisboa encontrou-se com Francisco, que «está a par de todos os pormenores da Igreja em Portugal» e do «desafio da organização» da JMJ 2022

Lisboa, 30 mar 2019 (Ecclesia) – O novo bispo auxiliar de Lisboa encontrou-se com o Papa, no Vaticano, e ficou “surpreendido” com o conhecimento de Francisco sobre a Igreja em Portugal e as “expectativas” para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2022.

“Eu ia muito nervoso, como podem imaginar, nessa manhã de quarta-feira, e, quando chegou a minha vez, disse que era o padre Américo, que o Santo Padre tinha nomeado bispo auxiliar de Lisboa há poucos dias atrás, e o Santo Padre fez-me um gesto e disse ‘tu não és de Lisboa! Eu fui-te buscar ao Porto’”, recordou o novo bispo.

D. Américo Aguiar afirmou em entrevista à Agência ECCLESIA que ficou “completamente esmagado” com a proximidade do Papa e que nunca esperou que ele gravasse nas “suas preocupações e na sua informação” a sua nomeação.

O novo bispo auxiliar de Lisboa adiantou que a conversa com o Papa Francisco andou “muito à volta da JMJ, as suas expectativas, os seus sonhos, a sua preocupação”.

“Foi uma conversa ‘com o pé no chão’, em Portugal, que me surpreendeu”, referiu.

Para o novo bispo auxiliar de Lisboa, o Papa “vai ser uma ajuda fundamental para que tudo corra bem porque está a par de todos os pormenores da Igreja em Portugal e sobretudo deste desafio da organização das JMJ”.

D. Américo Aguiar afirmou que o Papa deixou algumas orientações para a JMJ em Lisboa, referiu que “virá o tempo” para serem partilhadas e disse que a sua nomeação está relacionada com a realização do encontro mundial de jovens, em Portugal.

O responsável foi nomeado pelo Papa Francisco como bispo auxiliar de Lisboa no dia 1 de março e ordenação episcopal decorre este domingo, na Igreja da Trindade, no Porto, numa celebração presidida pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

D. Manuel Linda, bispo do Porto, e D. José Domingo Ulloa, arcebispo do Panamá, serão os bispos escolhidos por D. Américo Aguiar para serem coordenantes, o primeiro por ser da diocese de origem do novo bispo e o segundo pela proximidade criada por ocasião da JMJ, no Panamá.

“Nós temos de agradecer muito a este bispo. Estou convencido que a JMJ vão ter uma era antes do Panamá e outra depois do Panamá”, disse D. Américo Aguiar.

O novo bispo auxiliar de Lisboa espera que a História de Portugal, nomeadamente da Igreja Católica, tenha também um antes e um pós a JMJ,  mas “pelas melhores razões”.

Apesar de acontecer em Lisboa, a JMJ implica o envolvimento de “todas as dioceses de Portugal” e só pode ter sucesso se contar com a “corresponsabilidade de todas as dioceses”, sublinhou.

O novo bispo auxiliar de Lisboa vai ser um dos responsáveis pela organização da JMJ em Lisboa, aguardando-se a nomeação do Comité Organizador Local (COL), presidido por D. Manuel Clemente e coordenado por D. Joaquim Mendes, para o setor pastoral da jornada, e por D. Américo Aguiar, para a parte logística.

“Falta o papel”, disse o novo bispo auxiliar de Lisboa, acrescentando que o funcionamento do COL “há de começar a partir do momento que esse papel surja”.

Natural da Diocese do Porto, D. Américo Aguiar nasceu a 12 de dezembro de 1973 e foi ordenado sacerdote em 2001; é presidente da Irmandade dos Clérigos desde 2011 e, desde 2016, presidente das empresas do Grupo Renascença Multimédia e diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais.

A entrevista a D. Américo Aguiar vai ser emitida no programa 70×7 deste domingo, às 07h30, na RTP2; a versão integral será publicada à mesma hora no canal youtube da Agência ECCLESIA.

PR

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