D. José Cordeiro está em vista pastoral de «acompanhamento especial» às instituições católicas

Foto: Mensageiro de Bragança

Bragança, 31 jan 2019 (Ecclesia) – O bispo de Bragança-Miranda alertou hoje que há Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) “em dificuldades” na diocese e observou que estão em “jogo diferentes fatores, que é importante olhar com todo o cuidado”.

“A comparticipação das IPSS devia ser ajustada às necessidades reais das pessoas. Temos casos prementes, sobretudo de pessoas mais idosas em aldeias que se não fosse a presença destas instituições não sei como seria a vida delas”, disse D. José Cordeiro, esta manhã, num encontro com jornalistas.

Considerando que “podia haver alguma diferenciação positiva” em relação às IPSS do Interior, deu como exemplo os gastos no aquecimento no inverno que “não é devidamente conjugado em relação ao todo do território nacional”.

No Distrito de Bragança, cerca de 70% das IPSS estão ligadas à Igreja Católica e asseguram a maior parte da ação social nas aldeias e vilas do Nordeste: 14 Santas Casas da Misericórdia, 50 centros sociais e paroquiais, seis fundações canónicas e a Cáritas Diocesana.

O bispo diocesano afirma que “devia haver alguns mecanismos” que pudessem “facilitar a relação das instituições com a Segurança Social” e “uma maior presença e poder de decisão dos Centros Distritais de Segurança Social”.

Neste contexto, alertou que existe “uma grande centralidade”, mas quem está no terreno “é que conhece a realidade”.

D. José Cordeiro apelou a “um maior respeito e a um conjugar de esforços” de ambas as partes para “a sustentabilidade” das instituições porque está em causa a “qualidade de vida das instituições e das pessoas” e “não apenas questões económicas e financeiras”.

“Está em causa o bem comum, está em causa a coesão social e está a causa a coesão territorial”, observou.

Até novembro, o bispo da diocese transmontana está a fazer uma visita pastoral às Instituições Particulares de Solidariedade Social canónicas do distrito de Bragança.

“Estamos a fazer esse acompanhamento não só pelos relatórios anuais, mas também com esta visita muito cuidada e muito próxima. Em algumas instituições passo até dois ou três dias. Não é uma atitude de fiscalização, mas de acompanhamento de modo especial”, desenvolveu sobre o périplo que começou em dezembro de 2018.

Uma visita ao terreno onde D. José Cordeiro vai procurar “a melhor resolução” para os problemas que não são apenas económicos e financeiros, como nos acórdãos com a Segurança Social, mas também a falta de pessoas para os órgãos sociais principalmente em aldeias e comunidades mais periféricas, divulga o jornal diocesano ‘Mensageiro de Bragança’.

O encontro do bispo de Bragança-Miranda com os jornalistas realizou-se no contexto da publicação da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2019 (2 de junho).

CB/OC

Partilhar:
Share