Igreja: Cáritas e redes cristãs pedem políticas de acolhimento e proteção de menores migrantes

Organizações associam-se a apelo do Papa, para o próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

Foto: Lusa/EPA

Roma, 15 set 2026 (Ecclesia) – A ‘Caritas Internationalis’ e outras redes cristãs emitiram uma declaração conjunta exigindo políticas que garantam os direitos e o bem-estar dos menores migrantes.

“Quando a Igreja fala de crianças em movimento, parte de uma realidade concreta: vidas que, mesmo marcadas pela guerra, deslocamento, perda e violência, continuam a olhar para a esperança e a reconstrução”, refere o documento, divulgado online por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2026, que a Igreja Católica celebra a 27 de setembro.

O apelo engloba organizações de várias Igrejas cristãs, pedindo aos Estados e às instituições internacionais que desenvolvam “vias migratórias seguras, regulares e adaptadas às crianças”.

As estruturas solidárias defendem fim das políticas que potenciam a fragmentação familiar, sublinhando que “o reagrupamento deve ser reconhecido como dimensão fundamental da proteção infantil”.

O texto adverte contra o reforço excessivo dos controlos de segurança, notando que estas medidas “podem expor as crianças à violência, a violações dos direitos humanos e a procedimentos que não têm em conta o seu interesse superior”.

Os subscritores do manifesto apelam ao estabelecimento de sistemas que assegurem “o acesso efetivo e não discriminatório aos serviços essenciais”, incluindo o direito universal à educação e à saúde, independentemente do estatuto legal.

A declaração exorta ainda os governos a melhorarem a “recolha, disponibilidade e desagregação de dados” sobre os fluxos de mobilidade, de modo a visibilizar as necessidades específicas destas populações jovens.

As organizações assinalam que os menores migrantes são vulneráveis pela sua tenra idade, pela condição de estrangeiros e pelo distanciamento do afeto e da proteção das respetivas famílias, enfrentando graves riscos de abuso.

Na sua mensagem para o próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado Leão XIV chama a atenção “para os menores envolvidos na experiência da migração e da fuga”.

“Todos os anos, milhões de crianças e adolescentes são obrigados a abandonar a sua terra devido a guerras, pobreza, violência, catástrofes ambientais e outras tragédias”, alerta o Papa.

OC

Partilhar:
Scroll to Top