«Sinto um orgulho muito grande de ser filho de madeirenses», referiu D. José Dionísio, recebido nos Paços do Concelho de Machico

Funchal, Madeira, 17 set 2026 (Ecclesia) – O bispo auxiliar de Caracas, lusodescendente, expressou esta terça-feira, nos Paços do Concelho da cidade, na Madeira, sentir-se comprometido a levar o nome da região e da ilha para a Venezuela.
“Estou muito honrado, muito agradecido. Sinto que é um compromisso maior agora, não só de ser bispo auxiliar de Caracas, Venezuela, mas um compromisso muito grande de levar o nome de Machico e da Madeira para a Venezuela”, afirmou D. José Dionísio Gouveia, citado pelo Jornal da Madeira.
O responsável católico celebrou no passado domingo a Eucaristia da Festa de Nossa Senhora do Amparo na Ribeira Seca, a primeira Missa a que presidiu como bispo na Madeira, numa ocasião onde recebeu a medalha de Machico, na presença de representantes da Câmara e da Assembleia Municipal.
Esta terça-feira, D. José Dionísio Gouveia foi recebido no Salão Nobre pelo presidente da Câmara Municipal de Machico, Hugo Marques, pelo executivo municipal e pelo presidente da Assembleia Municipal, João Bosco.
Acompanhado pelo bispo do Funchal, D. José Dionísio Gouveia manifestou sentir “um orgulho muito grande de ser filho de madeirenses”, recordando que, durante a infância, cresceu a ouvir falar da ilha através dos pais.

“Até aos 14 anos de idade ouvia tanto da Madeira e a lembrança e as saudades que tinham a minha mãe e o meu pai daqui”, referiu, indicando que foi precisamente aos 14 anos que visitou pela primeira vez a região.
O bispo auxiliar de Caracas lembrou ainda que ficou “muito maravilhado” ao chegar a Machico e ver a baía no primeiro contacto com o território, acrescentando que nessa primeira viagem aproveitou também para conhecer o resto da ilha.
“Nesse ano era todo o dia para dar a volta à Madeira”, registou.
Durante a receção, D. José Dionísio declarou estar “muito contente por esta homenagem” e recordou a presença dos órgãos autárquicos na celebração a que presidiu, no passado domingo, na Ribeira Seca.
O bispo estabeleceu ainda uma ligação entre essa celebração e o seu ministério sacerdotal, recordando que a primeira Missa que celebrou como sacerdote na Madeira foi na Igreja Matriz de Machico, local de onde os pais são naturais.
O responsável católico destacou a importância de preservar a ligação às raízes, considerando significativo que uma pessoa “honra a sua origem, que mantém uma ligação, que nunca esquece, que não esconde as suas origens”.
A presença de sacerdotes de ascendência portuguesa na Venezuela foi salientada pelo bispo auxiliar de Caracas, referindo que são cerca de 30 os padres dispersos por todo o país.
Para D. José Dionísio, a presença portuguesa naquele país não se resume à dimensão económica ou empresarial.
“Os luso-descendentes levam não só o trabalho de comércio, mas também a fé, a fé que está plantada nas famílias portuguesas e que fazem surgir uma vocação sacerdotal”, realçou.
Durante a receção municipal, o presidente da Assembleia Municipal ofereceu a D. José Dionísio um conjunto de publicações alusivas ao concelho e no final do encontro o bispo deixou uma mensagem no Livro de Honra do Município.
O lusodescendente foi recentemente nomeado bispo auxiliar de Caracas, a 18 de março deste ano, tendo escolhido como lema episcopal a expressão “Não tenhas medo, José”.
LJ/OC
Madeira: Bispo auxiliar de Caracas presidiu à Festa de Nossa Senhora do Amparo na Ribeira Seca


