A Igreja Católica em Portugal celebra, de 6 a 13 de Agosto de 2006, a 34ª Semana Nacional das Migrações, promovida pela Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, com o apoio da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM) e Capelania Nacional dos Ucranianos de Rito Oriental. Subordinada ao tema “Migrações: Sinal de Tempos Novos”, a iniciativa pretende manifestar a atenção da Igreja em relação aos fluxos migratórios que têm ganho cada vez mais força no nosso país, ao longo dos últimos anos. Os emigrantes portugueses espalhados pelo mundo e os cerca de 70 mil ucranianos que vivem em Portugal são as comunidades em maior destaque, nesta 34ª semana. Nesse sentido, a iniciativa conta com a presença do Bispo D. Dionísio Lachovicz, responsável pelo Departamento da Pastoral dos Ucranianos no Exterior. Além de presidir à cerimónia religiosa em Fátima programada para os dia s 12 e 13, D. Lachovicz terá ao longo da semana encontros com autoridades políticas, civis e associativas com vista a inteirar-se pessoalmente do processo de integração e das dificuldades das comunidades ucranianas. A Semana Nacional das Migrações conta ainda com a presença dos bispos D. Joseph Voss, presidente da Comissão Episcopal das Migrações da Alemanha, e D. António Vitalino, presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana. O director da OCPM, Pe. Rui Pedro, explica ao programa ECCLESIA que a semana começou por dar grande atenção aos nossos emigrantes, “no sentido de que houvesse gestos de acolhimento, para lembrar a sua grande obra de evangelização em países que estão a ficar descristianizados”. “Há poucos anos começámos a cruza emigração e imigração. No ano passado dedicámos uma atenção especial aos brasileiros e este anos optámos por olhar para os ucranianos”, acrescenta. A intenção é , por isso, “que os portugueses acolham bem os imigrantes e os conheçam mais”, para além de promover momentos em que “os emigrantes falem da sua experiência”. Relativamente à atenção aos ucranianos, a segunda maior comunidade imigrante do nosso país, o Pe. Rui Pedro lembra que esta presença “mudou o paradigma da imigração” a partir do ano 2000. Portugal é, neste momento, um lugar de passagem para muita gente. André Koval, médico ucraniano, decidiu deixar o seu país e veio para Portugal “para conseguir sobreviver”. Após ter chegado, em 2000, passou pela construção civil, a hotelaria e, neste momento, num parque de estacionamento. “Percebi que Portugal é um bom país para viver, gostei do povo, gostei do clima, mesmo depois de ter regressado à Ucrânia quis voltar para aqui, o que aconteceu em 2004”, relata. Hoje, já tem a companhia da sua mulher, mas os filhos continuam no país de origem. André conseguiu a equivalência profissional e espera, proximamente, começar a exercer medicina, no nosso país. Um processo que classifica como “complicado” por causa das dificuldades financeiras, até porque tratou de tudo sozinho. A constituição de capelanias para as comunidades imigrantes foi uma preocupação da OCPM para que os católicos “pudessem encontrar espaços em Portugal” e para que a imigração “não interrompesse o caminho da fé”. Eventos integrados na Semana Nacional Dia 5 : Peregrinação Anual dos Africanos a Fátima. Dias 6 a 13 : Semana Nacional de Migrações nas paróquias. Dia 11 – Audiências do Bispo da Ucrânia ao ACIME e SEF. Dia 12 – Encontro bilateral entre as Comissões Episcopais de Portugal e Ucrânia. Dias 12 a 13 : Peregrinação Internacional do Migrante e Refugiado em Fátima – Co-presidida por D. Dionizio Lachovicz e D. António Vitalino. Dia 13 : Vigília Nocturna de Oração animada pelas Comunidades Católicas de Emigrante e Imigrantes, em Fátima. Dia 13 : Tarde de Evangelização/Grande Encontro de Ucranianos em Fátima (Centro Paulo VI). Dia 13 – Jornada de Solidariedade com os Serviços Pastorais para a Mobilidade Humana. Dia 14 – Audiências do Bispo da Ucrânia à Embaixada e Patriarcado de Lisboa. Dia 15 : Encontro dos Ucranianos da Área Metropolitana de Lisboa. Dossier AE • Migrações

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