D. Armando Esteves Domingos e D. Jorge Pina Cabral querem evidenciar boas práticas que já acontecem e multiplicar gestos de «economia circular»

Lisboa, 16 set 2021 (Ecclesia) – D. Jorge Pina Cabral, bispo da Igreja Lusitana, disse que o «Eco Igrejas Portugal» desafia as comunidades “sejam católicas romanas, evangélicas, anglicanas ou lusitanas”, a “fazer em conjunto o que puder ser feito em conjunto”.

“Quando as pessoas se unem nesta articulação, elas já estão a viver uma unidade, de espirito, na ação e uma unidade que as compromete. Quando elas se começam a conhecer e a ver que as comunidades têm algo a partilhar, quer na área espiritual como na área dos recursos materiais e humanos, o ecumenismo torna-se uma realidade mais vivida”, explica à Agência ECCLESIA.

D. Armando Esteves Domingues, da Igreja católica, afirma que o memorando “não tem ainda um conjunto de receitas” e importa que as comunidades conheçam a sua realidade para melhor atuar nesse contexto.

Cada comunidade verá se é preciso investir nas águas poluídas, se é preciso investir na biodiversidade, na degradação da vida humana, da vida social, se tem muitos idosos, se há muitos doentes, se encontram uma realidade de pobreza na habitação. Há que pensar a comunidade existente e que grandes desafios vivem. Não há uma receita que dê para todos. Em todos haverá uma iniquidade planetária, o desrespeito por esta comunidade de criaturas que formam uma só casa”, indica.

Mas o responsável reconhece “já boas práticas” e partilha de projetos comuns, e dá o exemplo do CNE.

“Temos movimentos dentro da Igreja, o escutismo, por exemplo, que tem um dos polos de desenvolvimento dentro deste campo pelo respeito da natureza, dinamização de boas práticas da ecologia. É preciso alargar a formação no âmbito de quem já é sensível mas chegar a todos”, sublinha.

O responsável da Igreja Lusitana indica o princípio da “economia circular” como um benefício das comunidades e de partilha de boas práticas e foca o papel que a informação tem na pedagogia e educação.

“Os membros das comunidades são convidados a levar o cartão e a roupa que já não usam, que é depois aproveitada neste princípio de que tudo é aproveitado. O cartão ou o papel trazido, reverte para outras organizações que fazem o seu retorno para uma organização de natureza social. O mesmo se passa com as roupas. Interessa o princípio da economia circular que vai beneficiar outros, nomeadamente os mais desfavorecidos”, explica.

As «Conversas na Ecclesia» desta semana juntam D. Jorge Pina Cabral, da Igreja Lusitana, e D. Armando Esteves, da Igreja católica, que olham para o memorando «Eco Igrejas Portugal», e refletem sobre os desafios que este compromisso ecuménico lança na pastoral.

LS

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