Padre Rafael Neves e Rita Loureiro apresentam projeto pensado por geração marcada pelo pontificado do Papa Francisco

Guarda, 13 mar 2026 (Ecclesia) – O Departamento da Pastoral Juvenil, Universitária e Vocacional da Diocese da Guarda (DPJUV) está empenhado em dar vida à Casa da Juventude Franciscus, na cidade, um espaço que pretende ser aberto a todos os jovens e que espera ser reabilitado.
“A ideia é, de acordo com aquilo que foi o pontificado do Papa Francisco, ter um espaço para todos, um espaço que seja para toda a juventude, muito focado nos universitários e no Instituto Politécnico da Guarda, no qual nós sentimos que ainda não temos uma presença, como gostaríamos de ter”, explica Rita Loureiro, coordenadora desta estrutura.
Situada junto ao Paço Episcopal, este projeto quer ser um lugar de encontro, escuta e crescimento humano e é destinado aos jovens dos 14 aos 30 anos, não excluindo o acolhimento de pessoas de outras religiões.
“Naturalmente, a Casa da Juventude tem uma identidade, uma matriz, uma marca, que é a fé católica. Mas isso não invalida que a Casa não tenha uma abertura a outras confissões religiosas, inclusivamente, a pessoas que, no fundo, estão à procura da sua relação com Deus ainda”, explica o padre Rafael Neves, assistente do DPJUV, em declarações à Agência ECCLESIA e ao Jornal ‘A Guarda’.
A propriedade, que antes funcionou como uma residência de estudantes e que foi sede da Cáritas Diocesana, vai ter várias áreas, como uma biblioteca, capela, sala de convívio, sala de reuniões, cozinha, bar, sala de artes e gabinete de apoio espiritual, mas antes necessita de ser reabilitada.

“A Casa está um bocadinho devoluta e por isso encontra-se com alguns espaços a meter água e com partes que não estão tão seguras estruturalmente como nós gostávamos. E por isso, embora já tenha tido algumas atividades pontuais, ainda não é possível receber jovens como nós gostaríamos”, indica Rita Loureiro.
Nesse sentido, o DPJUV concorreu a duas candidaturas para receber apoios para a remodelação, sendo uma delas a da Fundação Jornada e outra do Centro Histórico da Câmara Municipal da Guarda.
“Se essas candidaturas não forem possíveis, nós encontraremos outras formas, através de apoios de empresas, de pessoas também ligadas à diocese que queiram ajudar-nos, de certa forma, a requalificar a casa, se calhar num período não tão curto de tempo como nós desejávamos, mas não vamos deixar de perder esse projeto”, salientou o padre Rafael Neves.
Apesar de ainda não se encontrar em funcionamento, já existem atividades pensadas para a Casa da Juventude Franciscus: Eucaristias, Sessões de Cinema, Encontros (Culturais, de Formação, etc.), tertúlias, grupos de partilha, jantares multiculturais, momentos de oração e atividades de voluntariado.
À residência foi atribuído o nome do primeiro Papa sul-americano, como forma de homenagear e valorizar o papel que esta figura teve junto dos jovens, assinala o padre Rafael Neves, lembrando que o pontífice publicou a exortação apostólica “Christus vivit” (Cristo Vive) e que dizia que a juventude era não só o futuro como o presente da Igreja.
“É uma forma de reconhecermos que esta geração que pensou e que está a pensar a casa é uma geração claramente marcada pelo pontificado do Papa Francisco”, destacou.

A ideia de concretizar a reabilitação da Casa da Juventude Franciscus deu-se numa altura de mudança de ministério episcopal na diocese.
“Num dos primeiros encontros que a Pastoral Juvenil teve com o novo bispo, com o D. José, apresentámos-lhe esta ideia de termos uma casa, um espaço que fosse para a juventude da diocese e ele acolheu na primeira hora essa ideia”, revela o sacerdote.
Há 12 meses na diocese, D. José Pereira tem desenvolvido vínculos com esta geração, com quem já tinha uma experiência pastoral, em Lisboa.
“É um bispo que é próximo, que é amigo, mas que desafia e que puxa para as vocações e que puxa pelos jovens também para darem mais de si à Igreja”, afirmou Rita Loureiro.
D. José Miguel Barata Pereira foi ordenado bispo e tomou posse da Diocese da Guarda a 16 de março de 2025, sucedendo a D. Manuel Felício.
O primeiro aniversário da ordenação episcopal vai estar no centro do programa ‘70×7’, transmitido este domingo, pelas 7h28, na RTP2, que aborda também a realidade do território, em quatro temas: ambiente, juventude, ensino e sinodalidade.
LJ/PR
